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Vítor Severino continua com o pleno em Arouca. Terceiro jogo no comando técnico, terceiro triunfo com a confirmação de que este Arouca é uma das boas equipas da Liga. O conjunto da Serra da Feita foi ao Ribatejo vencer o Alverca (0-1), pela margem mínima, com um golo de Fukui, num jogo em que o Alverca jogou em inferioridade numérica desde o minuto seis.
Com vários predicados para que se pudesse expectar um bom jogo, as anotações dos técnicos tiveram de ser rasuradas logo nos primeiros instantes. Baseya foi expulso, alterando por completo o figurino do jogo num dos primeiros lances do encontro. O central controlou mal a bola na saída a jogar, para resolver teve de jogar de carrinho, limpou o lance, mas atingiu Barbero com a sola. Pedro Ramalho não teve dúvidas e mostrou cartão vermelho ao central.
Tudo diferente daquilo que seria de esperar, as equipas tiveram que se adaptar, Sérgio Ferreira – que operou quatro mexidas na sua equipa comparativamente com a derrota para a Taça de Portugal frente ao Tondela, do segundo escalão – teve que fazer uma substituição para reagrupar o seu conjunto e preparar uma nova abordagem ao jogo. Rude golpe para os ribatejanos.
O Arouca, que verdade seja dita já vinha a dominar com bola nos primeiros cinco minutos, assumiu declaradamente as despesas do jogo no meio campo adversário perante um Alverca abnegado, mas que praticamente deixou de ter argumentos. Foi, portanto, a equipa de Vítor Severino a assumir o papel de protagonista do jogo, com organização e paciência.
Adivinhava-se o golo, que chegou de forma natural ao minuto 25. Javi Sanchez, em terrenos adiantados, descobriu Fukui entre a malha defensiva da equipa da casa, em boa posição o nipónico atirou cruzado para fora do alcance de Matheus Mendes. Nada pôde fazer o guarda-redes, que até foi evitando males maiores para o Alverca, perante um Arouca absolutamente tranquilo.
Uma tranquilidade que contrastou com a incapacidade ribatejana para entrar no jogo. Chiquinho, um dos mais inconformados, ainda tentou alguns rasgos, mas sem sucesso, pelo que a vantagem do Arouca ao intervalo era plenamente justificada e incontestável.
Uma história ligeiramente diferente daquela que se registou ao intervalo. Apesar da derrota, o técnico Sérgio Ferreira terá ficado com a coragem e com o arrojo com que os ribatejanos encararam a segunda metade, gizando alguns ataques que puseram o Arouca em sentido. No principal lance do Alverca, aos 63 minutos o médio Davy Gui fez a bola embater com estrondo no ferro num lance individual, deixando um amargo de boca na turma ribatejana.
O jogo arrastou-se sem que o marcador, o Arouca teimou em não matar o encontro, mesmo tendo uma oportunidade soberana para isso, mantendo-se, portanto, a indefinição até ao final. Nandín teve a baliza à sua mercê, após uma saída extemporânea de Matheus Mendes, mas atirou ao poste.
Mais um triunfo para o Arouca, justificado, apesar da quebra na segunda metade, impedindo o Alverca de conseguir um quarto triunfo consecutivo histórico na Liga. A equipa da Serra da Feita ascende, à condição, ao quinto posto, tendo apenas perdido com Porto e Sporting na presente época.
A FIGURA: Javi Sanchez
Um playmaker a partir da retaguarda, a conferir serenidade e capacidade organizacional com bola ao Arouca. Certinho na manobra defensiva, destaca-se pela capacidade na primeira fase de construção. Descobriu Fukui no lance que acabou por definir o jogo, fazendo-se notar com um passe açucarado que abriu caminho para o triunfo.
O MOMENTO: expulsão de Baseya (6’)
Entrada imprudente do defesa do Alverca, a mudar num dos primeiros lances jogo todo o guião do embate. O primeiro erro levou o francês a não dominar bem o esférico, para depois, na ânsia de resolver o lance, entrar de carrinho. Ainda chega a jogar a bola, mas atinge Barbero com a sola e a expulsão foi inevitável. Alterou por completo o curso do jogo.