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Pedro Lima foi a figura da vitória do Sporting sobre o Marítimo, ao marcar os dois golos que permitiram aos leões vencer por 2-1 e garantir a passagem à final four da Taça da Liga. Na conferência de imprensa, Rui Borges elogiou a resposta do médio, titular numa equipa com onze alterações em relação ao encontro anterior, e explicou que o desempenho não o surpreendeu, tendo em conta aquilo que observa diariamente nos treinos.
«Não vou individualizar, apesar de o Pedro ter dado uma resposta muito boa. Muito sinceramente, era algo que estava à espera, porque o vejo a trabalhar todos os dias. Mas não foi só ele. Acho que toda a equipa esteve bem. É difícil mudar um onze todo e chegar aqui e ter uma qualidade de jogo acima da média; é impossível. Dado também aquilo que foram os dois últimos resultados, é natural haver alguma falta de confiança aqui ou ali, e isso foi aparecendo numa fase inicial do jogo. Mas, mesmo assim, a equipa foi tentando crescer, sem entrar em desconfiança coletiva, e fez um jogo bastante competente. Acabámos por sofrer um golo numa perda de bola nossa, numa situação em que tínhamos a bola totalmente controlada e em que o Marítimo, naquela fase, já nem estava a pressionar muito, nem conseguia recuperar a bola. Acabou por crescer nos últimos dois minutos, o que deixa algum desconforto natural, tendo em conta aquilo que foram os últimos dois jogos. Acima de tudo, foram 90 minutos muito competentes da equipa. Acho que poderíamos ter marcado golos de outras formas também, tivemos muitas bolas nos postes outra vez, mas a sorte está no trabalho. É continuar a acreditar no trabalho e seguir o nosso caminho.»
«Sim, o Rui foi importante, acima de tudo até para o resto da equipa. O Rui é um grande guarda-redes e não deixa de o ser por o Kaique ter jogado três jogos e ele não ter jogado. Continua a trabalhar da mesma forma, com o mesmo espírito. É um jogador importante para todo o grupo, é um jogador maduro e hoje foi importante essa maturidade dele também, passar confiança de trás para a frente e transmiti-la a uma equipa jovem que estava à sua frente. Os jogadores olham para trás, veem lá o Rui e sentem que está lá um líder, de alguma forma, e alguém que está ali para os ajudar e fazer o melhor também por eles.»