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Titular no nulo arrancado pela Ucrânia diante da Geórgia, e até eleito o melhor jogador em campo, o guarda-redes dos encarnados deixa desabafo. Sem espaço nas opções recentes de Marco Silva, Trubin ganha pela seleção os minutos que não tem de águia ao peito e, mantendo-se em vigor a atual hierarquia na Luz, continuará a não ter
De titular desde que aterrou na Luz há três temporadas, Trubin possui agora o estatuto de... suplente. Os minutos que acumulava jogo após jogo passaram a escassas aparições, o que explica a reação que o camisola 1 do Benfica teve horas depois de ter alinhado de início pela Ucrânia, no embate com a Geórgia. Manteve a baliza a salvo dos raides de Kvaratskhelia, estrela do PSG, e companhia, e foi mesmo votado o melhor jogador em campo.
Sem direcionar de forma clara o seu discurso para o momento que vive de águia ao peito, Trubin optou por uma via que pode ser encarada como indireta rumo à Luz. "Depois de tudo o que aconteceu nos últimos meses, estou muito feliz por ter jogado. Mesmo que sejam só alguns minutos, estou feliz por estar a jogar na seleção nacional", afirmou, citado pela plataforma Megogo.
O gigante ucraniano fez várias defesas de elevada dificuldade diante da seleção georgiana, depois de ter sido suplente no embate com a Hungria, manifestando-se novamente "feliz pela votação e avaliação" do seu desempenho pelos adeptos. "Sou muito grato por isso, mas, para mim, o mais importante é o êxito da equipa. Da minha parte, farei tudo o que puder para garantir que a equipa não sofra golos", destacou.
Quando foi contratado ao Shakhtar Donetsk, em 2023/24, somou 48 jogos, depois 51 e mais 50 na temporada passada, com um histórico golo apontado ao Real Madrid. Agora, em 14 partidas possíveis, fez apenas três, as duas primeiras da qualificação para a Liga Europa com o St. Gallen e outra já da fase de liga da prova da UEFA, em Milão, com o AC Milan. Samuel Soares foi a aposta de Marco Silva nas restantes e, sem motivos aparentes para o técnico mudar, assim deve prosseguir a hierarquia da defesa das redes encarnadas.
Titular no empate a zero com a Geórgia, e considerado o melhor jogador em campo, com várias defesas decisivas para segurar o nulo, o guardião benfiquista foi muito elogiado pelo selecionador italiano dos ucranianos. "É um bom problema termos jogadores em quem confiar. Não tinha a menor dúvida de que Trubin é extraordinário", afirmou Andrea Maldera.
Leandro Barreiro voltou ontem a ser titular pela seleção do Luxemburgo, que acabou derrotada, em casa, pela Islândia (0-3), na segunda jornada da Liga das Nações. O médio do Benfica cumpriu os 90 minutos, a exemplo do que havia acontecido na ronda inicial, na surpreendente vitória arrancada na visita à Bulgária (1-2) e na qual o jogador das águias marcou e deu início à reviravolta.
Para alguns foi de calcanhar, para outros em remate escorpião, mas para todos tratou-se de um grande golo, cujos ecos chegam à Luz. Circati marcou ontem um dos golos da Austrália ao Brasil, insuficiente para evitar a derrota, mas motivo para centrar em si os holofotes mediáticos, tendo ainda acrescentado o seu nome à estatística do segundo embate seguido de preparação com a canarinha ao assinar a assistência para o segundo festejo dos socceroos no 2-4 final, depois do algo surpreendente empate 1-1 no primeiro duelo entre as duas equipas.
Já a perder por 1-0 (por Vanderson), a seleção australiana chegou à igualdade na sequência de um canto que o brasileiro Rayan tocou para... Circati, na pequena área, desviar com nota artística para o fundo das redes defendidas por Otávio Costa. A reviravolta demorou cinco minutos, com o defesa-central do Benfica a surgir nas imediações da área brasileira a tocar para Connor Metcalfe desferir uma bomba indefensável. Os visitantes reergueram-se, igualaram por Raphinha, de penálti, ganharam vantagem por intermédio de Bruno Guimarães e fecharam a contagem, novamente de castigo máximo - cometido pelo sportinguista Irankunda -, por Vinícius Júnior.
Mais do que o resultado, a exibição de Circati, lançado à direita de um trio de defesas-centrais, foi valorizada também pela consistência e concentração apresentada nos momentos defensivos, mas ganha maior dimensão quando visto pelo prisma do Benfica. O jogador contratado ao Parma por 18 milhões de euros teve oportunidade para mostrar as suas qualidades a Marco Silva e, sobretudo, potenciou o seu ritmo de competição, dado que somou 180 minutos nos dois jogos disputados, mais do que os 178 acumulados de águia ao peito.
Circati estreou-se pelo Benfica com sete minutos diante do Aarhus, na qualificação para a Liga Europa, somou mais 29 diante do Marítimo e teve a primeira titularidade com o AC Milan, com 90 minutos. No clássico, fez 52 minutos, tendo entrado após a expulsão de Lenglet, lance que lhe deixa a porta do onze escancarada para a receção ao Vitória de Guimarães, dia 11, na qual será a opção para substituir o castigo central francês. Até lá, terá cerca de dez dias para absorver melhor as ideias de Marco Silva de modo a fazer dupla com Tomás Araújo, como aconteceu em Milão e no Dragão.
A questão física foi mesmo abordada no final do embate com o Brasil pelo selecionador dos australianos. "Muito boa exibição. Estava cansado na segunda parte. A próxima etapa é continuar a crescer fisicamente e, com sorte, se tiver mais minutos no Benfica, o desempenho na segunda parte será tão bom como o da primeira", analisou Tony Popovic sobre o defesa de 22 anos, nascido em Itália.