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Diego Souza, ex-jogador do Grêmio e atualmente técnico do Joinville, foi suspenso por 360 dias pelo uso de uma licença falsa de treinador. Julgado nesta terça-feira (3) pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), ele também terá de pagar uma multa de R$ 20 mil.
Diego Souza foi um dos profissionais que comprou a licença de treinador falsa da Associação de Técnicos de Futebol Argentino (ATFA). O responsável pelas fraudes é o ex-volante Alejandro Mancuso, que defendeu Flamengo, Palmeiras e jogou pela seleção argentina.
Anteriormente, em 23 de outubro, o profissional havia sido punido, de forma preventiva, por 30 dias.
Com a condenação definitiva, ele poderá recorrer ao Pleno do TJD/SC e ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Em setembro, o ex-jogador do Grêmio concedeu entrevista exclusiva à Zero Hora e comentou sobre o primeiro trabalho como treinador, na equipe catarinense. Sobre adotar uma nova carreira, na casamata, ele comentou:
— Então, eu fiz a minha licença, fui estudando ali quietinho e tive essa oportunidade de assumir o Joinville na Copa Santa Catarina e começar a minha carreira de treinador.
A questão é que a licença foi comprada de Mancuso em 2023, quando Diego Souza ainda estava no Grêmio. Ao UOL, o ex-atleta disse que o argentino se classificou como "diretor internacional da ATFA" e que afirmou que atletas famosos não precisariam passar pelos processos tradicionais para obter as licenças.
Em entrevista coletiva no início de outubro, o treinador lamentou o ocorrido e se colocou como uma vítima do esquema, que atraiu outros ex-atletas que também alegaram terem sido enganados. Pela manhã, ele teve o registro cancelado no Bid da CBF. Agora, o Joinville trabalha para regularizar a situação do técnico.
— Hoje, eu me arrependo muito disso, porque a gente sabe que ele (Mancuso) fez de má fé. É um estelionatário. Então, meus advogados já estão tomando conta disso tudo. Vou processá-lo civilmente, criminalmente e vou, sem dúvida nenhuma, me defender do que possa vir — disse Diego Souza, que teria avisado a CBF antes da reportagem ser publicada.