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Cristiano Ronaldo conseguiu transformar a camisa de Portugal em objeto de desejo para diferentes gerações, avaliou a colunista Alicia Klein no Fim de Papo, do Canal UOL.
O debate no programa ocorreu após o anúncio de despedida de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa, em uma carta lida pelo atacante, em meio a discussões sobre a trajetória e o peso simbólico dele para o país.
Por alguns segundos eu desejei que ele fosse o nosso ídolo. Alguém que serviu a sua seleção mais de 20 anos e que leva criancinhas de 7 anos a querer uma camisa de Portugal.
Acabei de pegar no desapego de uma outra mãe que também comprou para o seu filho uma camisa de Portugal por causa exclusivamente deste homem. Ele fez com que adultos e crianças no mundo inteiro quisessem vestir uma camisa da seleção portuguesa. Alicia Klein, colunista do UOL
Para sustentar a ideia de legado, a colunista disse que viu o atacante em momentos decisivos pela seleção, incluindo a final da Euro de 2016. Naquele jogo, segundo ela, Cristiano Ronaldo saiu cedo, mas manteve um papel ativo à beira do gramado.
Eu estava na final da Euro de 2016, que é o principal título da seleção portuguesa. Pelo menos estão os registros de um jogo em que o Cristiano sai cedo, ele é substituído pelo Quaresma.
E ele fica na beira do gramado como um técnico, desesperado, assim, como uma força, uma liderança pro time, mesmo sem poder jogar. Alicia Klein, colunista do UOL
Alicia também comparou o impacto do camisa 7 com o de outros nomes históricos de Portugal e disse que a identificação atravessou o auge do jogador. Na leitura dela, o fenômeno não ficou restrito a quem acompanhou a carreira desde o início.
Não foi o Eusébio, Figo, Pepe, Deco; foi ele que fez com que isso se tornasse um objeto de desejo. Então, o Cristiano conseguiu transcender o tempo e a geração dele.
Tem meninos com a idade do meu filho que não viram o Cristiano Ronaldo no auge e que o têm como ídolo. Alicia Klein, colunista do UOL
Quando está sem confiança, voltando de contusão ou sem ritmo de jogo, fora de forma, o cara não consegue render aquilo que ele é acostumado e ele não consegue pôr a qualidade completa dele em prática. Então o Vitor Roque está entrando no ritmo. O que falta pra ele, na realidade, é confiança. Walter Casagrande Jr., colunista do UOL
Yuri Alberto tem que ser suspenso. Ele tem que pegar uma suspensão bem pesada, não pelo chute na bandeirinha, mas pela perversidade e a maldade da entrada que ele deu no Ferreirinha. Walter Casagrande Jr., colunista do UOL