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O Corinthians é um clube "amador no ambiente profissional" e se deixa pautar por pressões externas da torcida organizada, avaliou Julio Gomes no UOL News Esporte, do Canal UOL.
O debate ocorreu após a saída de Marcelo Paz do comando do futebol do clube em meio à pressão que o executivo vinha sofrendo nos bastidores, inclusive com ameaças a um filho. Para os colunistas, a situação expõe a influência excessiva da organizada.
O Corinthians não é um clube profissional. O Corinthians continua sendo um clube amador no ambiente profissional. Imaginem se a Leila Pereira fosse comandar o Palmeiras do jeito que a torcida quisesse ao longo desses últimos seis anos. Gente, não dá hoje em dia. O amadorismo não cabe mais. E o Corinthians é um clube gerido de forma amadora.
Julio Gomes
Danilo Lavieri disse que o "comum acordo" do comunicado da saída de Paz não refletiu o que aconteceu na conversa com Osmar Stabile. Segundo ele, Marcelo Paz se sentiu "exposto" depois de cobranças da organizada e relatos de ameaças a familiares nas redes sociais e marcou uma reunião com o presidente, da qual saiu demitido.
O Marcelo Paz estava se sentindo exposto, vendo o nome dele depois de uma reunião de torcedores organizados na sala do Stabile, pedindo a cabeça do próprio Paz. Já tinha gente da família do Marcelo Paz, o filho, inclusive, recebendo ameaça por parte de torcedores organizados nas redes sociais dele. Então estava uma situação bem complicada.
Danilo Lavieri
Walter Casagrande apontou que a imagem de falta de comando de Paz se consolidou, na visão dele, quando o dirigente aceitou um pedido do elenco para manter Diniz após a sequência de sete derrotas antes da pausa para última Data Fifa. O treinador acabou demitido no primeiro jogo após a parada, e Paz contratou Clarence Seedorf.
Para o comentarista, o clube precisava de uma postura mais firme em um cenário de crise.
Depois de sete derrotas, eu acho que tanto a direção do clube como a torcida estavam esperando uma postura de líder do negócio, que é o diretor do futebol. Faltou isso para ele naquele dia. Quando um barco está afundando existe um capitão que tem que tomar decisão.
Walter Casagrande
Julio Gomes ainda ironizou a informação que, após a saída de Paz, a Gaviões da Fiel vai aumentar a pressão sobre dois jogadores do elenco: Garro e Memphis. O colunista lembrou que foi a organizada que "praticamente botou arma na cabeça dos dirigentes para renovar" com ele.
Ah, o Memphis? Ué, mas não foi a organizada que praticamente botou a arma na cabeça dos dirigentes para renovar com o Memphis? São os mesmos caras? Futebol é dinâmico.
Julio Gomes
Lavieri reforçou que o episódio reforça a sensação que o Corinthians é um clube "ao Deus dará". Ele disse que um clube grande não pode ser dirigido dessa forma.
Agora a torcida queria muito o Memphis, então renova com o Memphis. Agora a torcida não quer mais o Memphis, então vamos tirar o Memphis. Não dá para você conduzir um time dessa maneira.
Danilo Lavieri
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