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Elenco do WTA Finals está definido; veja as classificadas

Karolina Muchova foi a última a garantir vaga após a desistência de Marta Kostyuk nas oitavas de final do WTA 500 de Ningbo, na China

Sabalenka e Rybakina na final do US Open 2026
Sabalenka e Rybakina disputam o torneio mais uma vez - Darren Carroll/USTA

Karolina Muchova garantiu nesta quarta-feira a última vaga disponível no WTA Finals, completando o grupo das oito melhores tenistas que disputarão o torneio em Indian Wells. A classificação da tcheca veio com a desistência de Marta Kostyuk nas oitavas de final do WTA 500 de Ningbo, na China.

O WTA Finals, em Indian Wells, contará com três campeãs anteriores, três estreantes e uma disputa em aberto. A competição que reúne as melhores do ano acontece entre 7 e 14 de novembro.

Elena Rybakina

Vitórias e derrotas: 49-14

Títulos conquistados: 3 (Aberto da Austrália, Stuttgart e US Open)

Participações anteriores no WTA Finals: 3

Melhor resultado no WTA Finals: campeã em 2025

Rybakina foi a melhor tenista do mundo nesta temporada. Ela começou o ano em grande estilo, dando sequência ao título do WTA Finals de 2025 com a conquista do Aberto da Austrália e encerrando a temporada de Grand Slams com mais um título de peso, no US Open.

A cazaque derrotou Aryna Sabalenka nas duas finais. A vitória em Nova Iorque lhe garantiu, pela primeira vez, a liderança do ranking mundial, encerrando a sequência de 99 semanas de Sabalenka no topo.

Rybakina perdeu na estreia em Pequim e não disputou o torneio de Wuhan, mas está jogando nesta semana em Ningbo, sendo a última classificada para o WTA Finals ainda em atividade antes da competição em Indian Wells.

Aryna Sabalenka

Vitórias e derrotas: 47-10

Títulos conquistados: 3 (Brisbane, Indian Wells e Miami)

Participações anteriores no WTA Finals: 5

Melhor resultado no WTA Finals: vice-campeã em 2022 e 2025

À primeira vista, terminar uma temporada sem conquistar um título de Grand Slam pela primeira vez desde 2022 pode parecer decepcionante para os padrões de Sabalenka. Ainda assim, a belarussa venceu 47 partidas, chegou a duas finais de Grand Slam e conquistou dois torneios WTA 1000.

Os títulos consecutivos em Indian Wells e Miami foram o ponto alto de sua temporada. Com as conquistas, ela se tornou apenas a quinta tenista da história do WTA Tour a completar o Sunshine Double, feito que consiste em vencer os dois torneios no mesmo ano.

Sabalenka teve seus melhores resultados nas quadras duras e historicamente apresenta um bom desempenho no WTA Finals, torneio que deseja conquistar para completar sua lista de objetivos.

Ela chega à competição com pouco embalo, após perder duas de suas três partidas na gira asiática, mas deve estar descansada.

Mirra Andreeva

Vitórias e derrotas: 50-16

Títulos conquistados: 3 (Adelaide, Linz e Roland Garros)

Participações anteriores no WTA Finals: nenhuma

Andreeva teve uma temporada de grande produtividade em 2026 e está empatada com Jessica Pegula no maior número de vitórias em partidas do circuito, com 50.

O ponto alto do ano foi Roland Garros, onde conquistou seu primeiro título de Grand Slam. A tenista de 19 anos também disputou outras quatro finais, vencendo duas delas, e manteve o bom momento durante a gira asiática, na qual acaba de chegar à decisão em Pequim (perdeu para Qinwen Zheng na final).

Atualmente na melhor posição de sua carreira, o terceiro lugar do ranking mundial, Andreeva encerra a melhor temporada de sua trajetória de maneira especial, com sua primeira participação no WTA Finals.

Jessica Pegula

Vitórias e derrotas: 50-13

Títulos conquistados: 2 (Dubai e Charleston)

Participações anteriores no WTA Finals: 4

Melhor resultado no WTA Finals: finalista em 2023

Pegula voltou a demonstrar grande consistência em 2026. Empatada com Andreeva no número de vitórias no circuito, a norte-americana teve o melhor aproveitamento de vitórias do mundo e disputou cinco finais.

Seus dois títulos vieram no início da temporada, em Dubai e Charleston. Desde abril, porém, ela não voltou a levantar um troféu, perdendo três finais consecutivas, em Berlim, Washington e Cincinnati.

Pegula disputou apenas uma partida desde o US Open e deve chegar descansada a Indian Wells após algumas semanas de pausa.

Coco Gauff

Vitórias e derrotas: 47-15

Títulos conquistados: 1 (Cincinnati)

Participações anteriores no WTA Finals: 4

Melhor resultado no WTA Finals: campeã em 2024

A temporada de Gauff ganhou força em Miami, onde chegou à final. Cerca de um mês e meio depois, a norte-americana alcançou outra decisão de WTA 1000, em Roma (perdeu a decisão para Elina Svitolina).

Ela voltou a ficar perto de grandes resultados em torneios importantes, com semifinais em Wimbledon e Toronto, antes de conquistar seu primeiro título do ano em Cincinnati.

Na sequência, chegou à semifinal em Nova Iorque, completando uma gira de quadras duras bastante produtiva. Gauff é uma adversária especialmente perigosa nesse piso, e a campeã de 2024 tentará se recuperar após não conseguir avançar da fase de grupos na edição do ano passado.

Elina Svitolina

Vitórias e derrotas: 46-14

Títulos conquistados: 2 (Auckland e Roma)

Participações anteriores no WTA Finals: 3

Melhor resultado no WTA Finals: campeã em 2018

Svitolina retorna ao WTA Finals após sete anos, quase uma década depois de sua estreia no torneio que encerra a temporada.

A ucraniana de 32 anos venceu suas dez primeiras partidas do ano, incluindo a conquista do título em Auckland e uma campanha até a semifinal do Aberto da Austrália. Posteriormente, conquistou seu título mais importante da temporada no saibro, em Roma.

Ela também chegou às semifinais em Indian Wells, Stuttgart e Toronto, além de ter sido finalista em Dubai. As campanhas até as quartas de final em Pequim e Wuhan demonstram que a campeã de 2018 continua em boa forma nesta reta final da temporada.

Karolina Muchova

Vitórias e derrotas: 40-11

Títulos conquistados: 2 (Doha e Bad Homburg)

Participações anteriores no WTA Finals: nenhuma

É difícil acreditar que, quando Muchova conquistou o WTA 1000 de Doha, em fevereiro, estava levantando apenas o segundo título de sua carreira e o primeiro desde 2019.

A conquista foi a maior de sua trajetória até então e estabeleceu o tom para o restante da temporada. A tcheca venceu outro torneio, em Bad Homburg, e foi vice-campeã em Wimbledon. A campanha no Grand Slam britânico a levou ao melhor ranking de sua carreira, o sexto lugar do mundo.

Muchova também chegou às semifinais em Brisbane e Miami, além de disputar a final em Stuttgart. Com seu jogo completo, seu atletismo e a capacidade de executar golpes de todos os tipos e ângulos, é uma das adversárias mais difíceis de eliminar no circuito.

Linda Noskova

Vitórias e derrotas: 35-15

Títulos conquistados: 2 (Berlim e Wimbledon)

Participações anteriores no WTA Finals: nenhuma

A grande afirmação de Noskova aconteceu em Wimbledon, onde conquistou seu primeiro título de Grand Slam como cabeça de chave número 9.

Embora o título tenha surpreendido parte do público, quem acompanhava a temporada já sabia que a tcheca era uma ameaça na grama. Poucas semanas antes, ela havia derrotado Pegula na final de Berlim.

A tenista de 21 anos também provou que pode vencer em diferentes superfícies em 2026. No início do ano, chegou à semifinal em Indian Wells e, em setembro, alcançou as quartas de final do US Open.

Noskova desistiu do torneio de Wuhan devido a uma lesão na panturrilha esquerda, mas deve ter tempo suficiente para se recuperar antes do WTA Finals, em Indian Wells.

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