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Real Madrid cobra € 80 milhões de clubes ingleses por gastos com a Superliga

Clube espanhol busca recuperar despesas de promoção do torneio anunciado em 2021, que perdeu nove dos 12 fundadores em menos de três dias

Florentino Pérez e a galeria de troféus do Real Madrid

⚡ Jogo Rápido

  • O Real Madrid busca recuperar cerca de € 80 milhões investidos na promoção inicial da Superliga Europeia
  • O clube reivindica o ressarcimento de equipes da Premier League que participaram da formação do torneio, anunciado em abril de 2021 como uma alternativa à Liga dos Campeões
  • A proposta, que reunia 12 clubes fundadores, enfrentou forte resistência dos torcedores e provocou a retirada de nove participantes em menos de 72 horas após o anúncio oficial

O Real Madrid busca recuperar cerca de € 80 milhões investidos na promoção inicial da Superliga Europeia. Segundo informações do The Athletic, o clube reivindica o ressarcimento de equipes da Premier League que participaram da formação do torneio, anunciado em abril de 2021 como uma alternativa à Liga dos Campeões.

A iniciativa foi financiada inicialmente pelo Real Madrid, pelo Barcelona e pela Juventus, três dos principais apoiadores do projeto.

A proposta, que reunia 12 clubes fundadores, enfrentou forte resistência dos torcedores e provocou a retirada de nove participantes em menos de 72 horas após o anúncio oficial.

Entre as equipes inglesas envolvidas estavam Arsenal, Liverpool, Chelsea, Manchester United e Tottenham Hotspur. A cobrança está relacionada aos compromissos assumidos pelos integrantes do grupo fundador com a European Super League Company, empresa espanhola responsável pela estruturação da competição.

A definição sobre a responsabilidade pelos gastos depende da interpretação dos contratos, especialmente quanto à eventual manutenção das obrigações financeiras após a desistência.

O movimento ocorre em paralelo a mudanças na estrutura administrativa do Real Madrid. Bernd Reichart, ex-diretor-executivo da A22 Sports Management, empresa ligada ao desenvolvimento da Superliga, foi contratado para comandar a área de negócios do clube.

Entre suas atribuições estarão as atividades comerciais relacionadas ao estádio Santiago Bernabéu, os contratos de patrocínio e a exploração de produtos oficiais. O executivo responderá diretamente a José Ángel Sánchez, diretor-geral da instituição.

A contratação acontece em meio à reaproximação entre a equipe espanhola e a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), após anos de disputas sobre a organização das competições continentais.

Em fevereiro, as partes chegaram a um entendimento preliminar, acompanhado pela associação de clubes EFC. Desde então, o Real Madrid reduziu os esforços públicos para viabilizar o campeonato alternativo.

O conflito, porém, também envolve reivindicações judiciais. Em outubro do ano passado, o clube anunciou que buscaria uma indenização expressiva da UEFA, após o Tribunal Provincial de Madri rejeitar recursos apresentados pela entidade europeia, pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e pela LaLiga no processo relacionado à Superliga.

Embora não tenha se consolidado como torneio, a proposta produziu efeitos sobre o futebol europeu. A UEFA reformulou o formato da Liga dos Campeões, ampliou a quantidade de partidas e promoveu alterações na distribuição de receitas.

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