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Seis minutos contra o Bournemouth, mais três ante o Brentford, outros quatro frente ao Hull City e uma partida inteira sentadinho no banco de reservas tendo o Everton como adversário.
O parágrafo acima mostra como foi o aproveitamento de Estêvão nos compromissos do Chelsea nos últimos 40 dias.
Depois de uma temporada de estreia recheada de elogios e em que despontou como forte candidato a futuro craque do time, o jovem meia-atacante de 19 anos caiu no "esquecimento" em Stamford Bridge.
O brasileiro ainda não começou jogando em nenhuma partida do Campeonato Inglês, iniciado há dois meses, e só foi titular na Copa da Liga, competição em que os principais times da Premier League costumam utilizar escalações alternativas, com muitos reservas e meninos das categorias de base.
Considerando as duas competições, as únicas em que o Chelsea já estreou, o camisa 41 soma 154 minutos em campo em 2026/27 e é apenas o 20º jogador mais utilizado do elenco profissional dos "Blues".
A minutagem de Estêvão na temporada é mais baixa até mesmo que a do goleiro reserva, o belga Mike Penders, que já acumulou 195 minutos e terá mais oportunidades daqui por diante devido à fratura na mandíbula sofrida pelo argentino Dibu Martínez, no último fim de semana.
A redução na utilização de Estêvão é uma decisão de Xabi Alonso, técnico que assumiu o time inglês neste começo de temporada e que recebeu mais de 400 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) em reforços.
O espanhol tem priorizado a escalação do português Pedro Neto na faixa direita do ataque (às vezes como ala, às vezes como ponta), setor que pertencia ao brasileiro no ano passado.
Os postos de camisa 10 e de meia-atacante pela esquerda, que também poderiam ser ocupados pelo ex-Palmeiras, pertencem a Cole Palmer e Morgan Rogers, peças que são consideradas indispensáveis em Londres.
O primeiro já é o líder técnico do Chelsea há algumas temporadas, enquanto o segundo, contratado na última janela de transferências, é simplesmente o reforço mais caro da história do clube.
Ao contrário da temporada passada, em que não conseguiu sequer uma classificação para competições europeias, o Chelsea versão 2026/27 tem, pelo menos, conseguido se manter no bloco de cima do Inglês.
Apesar de já estar oito pontos atrás do líder Manchester City (21 a 13), a equipe de Estêvão ocupa a quarta colocação da Premier League, o suficiente para descolar uma vaga na próxima Liga dos Campeões.
Na oitava rodada, que começa hoje e vai até domingo, o Chelsea terá pela frente um clássico londrino, contra o Tottenham, amanhã, em casa. Já o primeiro colocado da Inglaterra colocará seu 100% de aproveitamento em jogo contra o Aston Villa, como visitante.