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O Brasil avançou para a final da competição por equipes femininas, na oitava colocação, no Mundial de Ginástica Artística, que vai até 25 de outubro em Roterdã, nos Países Baixos. A disputa acontece nesta quarta-feira, 21, a partir das 14h30, horário de Brasília. O time conta com a medalhista Rebeca Andrade, além de Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg. O país também está em mais quatro finais do Mundial.
Vencedora do bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a equipe brasileira se classificou na última posição possível para a final, com 159,131 pontos, e é o “azarão” do campeonato. Para chegar ao pódio e se classificar antecipadamente para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, precisará conquistar mais de 4 pontos, com execuções perfeitas e sem quedas – feito raro, mas não impossível.
Na ordem, Thais, Lorrane e Flávia começam no solo. O aparelho garantiu a medalha de ouro à Rebeca em Paris, mas a atleta optou por não se apresentar mais nele para prolongar sua carreira. Depois, Flávia, Sophia – em seu primeiro mundial – e Rebeca competem no salto, seguindo para as barras assimétricas com Thais, Lorrane e Flávia. Por último, a equipe vai para a trave, representada por Thais, Flávia e Rebeca.
Além da competição por equipes, o Brasil está em outras quatro finais do Mundial: Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira estão entre as 24 finalistas do individual geral, com competição na sexta-feira, 23, às 14h30. Rebeca Andrade é finalista do salto, em primeiro lugar, com apresentação no sábado, 24, a partir das 9h. Flávia se classificou na terceira colocação na trave de equilíbrio, e compete no domingo, 25, a partir das 10h.
Depois de conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, incluindo um ouro pelo solo, Rebeca se afastou das disputas por quase dois anos para cuidar da saúde mental e física. A ginasta de 27 anos voltou a competir pelo Brasil no Mundial e segue firme na decisão de não se apresentar mais no solo, atuando somente como especialista de salto e trave. O próximo passo é voltar para as barras assimétricas em 2027.
Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca venceu seis vezes. Em 2021, nas Olimpíadas de Tóquio, conquistou ouro no salto e prata no individual geral. Depois, em 2024, saiu de Paris com quatro vitórias: ouro no solo, prata no individual geral e no salto, e o bronze por equipes. A medalha coletiva foi inédita para o país.