Voltar
O próximo adversário de Caio Borralho no Ultimate, Yousri Belgaroui, surge, possivelmente, como um dos strikers mais condecorados que o brasileiro já enfrentou no MMA profissional. Em contrapartida, quando o assunto é luta agarrada, o representante da equipe 'Fighting Nerds' aparentemente não perde o sono com a ameaça que o parceiro de treinos de Alex 'Poatan' representa. Ao menos foi partindo dessa premissa que o peso-médio (84 kg) maranhense avaliou, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o confronto diante do rival russo, programado para o UFC 334, em Nova York (EUA).
Ciente das credenciais do kickboxer holandês em pé, Borralho prometeu fazer jus à modalidade MMA e mesclar diversas artes marciais para levar a melhor sobre Yousri. Sem papas na língua, o brasileiro minimizou o nível técnico do parceiro de treinos de Poatan no grappling. Apesar de apontar a brecha no jogo de seu oponente, Caio deixou claro que também está disposto a se testar em pé contra Belgaroui.
"É a única coisa que ele (Yousri) pode fazer, né? (trocação). Ele vai o que? Me colocar para baixo e fazer jiu-jitsu comigo? Em uma luta de jiu-jitsu, ele não duraria um minuto comigo. Ele vai apresentar as armas que ele tem, são boas defesas de queda. Ele vai muito bem contra os wrestlers. Ele tem essa confiança, os wrestlers pegam as costas, mas ele sai bem. Mas estou indo lá para fazer MMA, para levar um jogo que talvez ele nunca enfrentou dentro da organização. Ele pegou caras que jogam mais parados, que estavam desesperados para quedar. Estou indo para essa luta para trocar porrada com ele, e a queda vai aparecer em qualquer momento", analisou Caio.
Para além do confronto de estilos, outro fator bastante debatido desse combate é uma suposta situação de alto risco e baixa recompensa para Borralho. Afinal de contas, top 5 dos pesos-médios, o brasileiro terá pela frente um adversário que sequer é ranqueado no top 15 da divisão. E, apesar de concordar, em partes, com a avaliação do público médio, o atleta da 'Fighting Nerds' justificou o aceite do desafio ao exaltar, sobretudo, o momento de ascensão que Belgaroui atravessa no Ultimate.
"Era o único (adversário) que tinha (risos). Para ser sincero, era o cara que tinha para enfrentar, foi o cara que eles (UFC) deram. Nunca neguei nenhuma luta ou oponente no UFC. Lutador luta. Óbvio que as coisas têm que fazer sentido. De início, quando me deram a luta, pensei: 'Pô, não faz sentido, o cara está fora do ranking'. Mas isso na emoção, quando voltei para a razão, tem motivos para eu enfrentar ele. Está vindo de três boas vitórias no UFC, três nocautes, treina com o Alex Poatan, foi campeão do GLORY, já venceu o Poatan, está vindo de apresentações muito boas. Os caras falam que ele é o 'bicho-papão' da organização. E minha missão é chegar lá e mostrar que há níveis nesse esporte, mostrar que já passei por níveis que talvez ele não passou. Mas tudo na teoria, tenho que chegar lá na hora e mostrar isso", explicou Borralho.
Além do embate entre Borralho e Belgaroui, o card do UFC 334 se destaca por contar com duas disputas de título previstas. No 'co-main event' da noite, Amanda Nunes e Kayla Harrison fazem uma verdadeira superluta no MMA feminino, para definir a campeã peso-galo (61 kg) da companhia. Já na luta principal, entre os homens, o francês Ciryl Gane e o falastrão americano Josh Hokit duelam pelo cinturão linear dos pesos-pesados.
Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: X, Instagram, Facebook, Youtube e TikTok