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Na Copa de 2026, Fernando Muslera era o goleiro do Uruguai. Afastado havia quatro anos, aceitou um pedido de Marcelo Bielsa e foi para sua quinta Copa. Foi um horror. Jogou mal contra Cabo Verde, Arábia Saudita e, contra a Espanha, levou um frango ainda no primeiro tempo. Ficou tão abalado que pediu para ser substituído no intervalo. Entrou Sergio Rochet. Nesta quinta-feira, 22/10, ele defendeu pênaltis cobrados por Jorginho, Paquetá – extremamente ridículo – e Bruno Henrique. Foi o herói da classificação do Estudiantes de la Plata, que fará a final da Libertadores contra o Palmeiras, dia 28 de novembro, em Montevidéu.
Foi lá, em 1968, que os times se enfrentaram na decisão da Libertadores e o Palmeiras foi vice. O Estudiantes venceu quatro vezes a Libertadores e o Palmeiras, outras três.
O Estudiantes jogou quatro vezes com o Flamengo nesta Libertadores. Empatou três (duas em casa) e perdeu apenas uma. Seria um adversário duro, não era difícil prever. E o Flamengo jogou como se a vitória viesse por decreto. Parecia não entender que precisava vencer, não era como no primeiro jogo da decisão, quando fez de tudo para conseguir um empate. Agora, o empate era do Estudiantes e ele lutou muito para consegui-lo.
Montou uma defesa forte – nos dois sentidos – mas também teve algumas oportunidades pelo alto. O Flamengo tinha mais posse de bola – muito mais – mas o jogo estava controlado. Poderia deixar de ser a partir dos cinco minutos do segundo tempo, quando Baltazar Rodriguez foi expulso, mas nem a superioridade numérica foi suficiente para que o Flamengo fosse mais efetivo em campo, em vez de trocar muitos passes e abusar de cruzamentos. Muslera fez apenas três defesas nos 90 minutos, o mesmo que Rossi.
E vieram os pênaltis. O Flamengo bateu primeiro.
1 x 0 – Arrascaeta
1 x 1 – Sosa
1 x 1 – Jorginho bateu como sempre bate e nunca erra. Um pulinho antes de chegar na bola. Muslera pegou
1 z 1 – Cetré marcou, mas escorregou e tocou com os dois pés na bola. Teve nova chance e isolou.
1 x 1 – Lucas Paquetá foi ridículo. Tentou bater como Neymar e deu um traque na bola. Muslera pegou fácil.
1 z 2 – Mancuso, cobrança forte
2 x 2 – Leo Pereira, ótima cobrança, no alto
2 x 3 – Palacios
O Flamengo precisava marcar e torcer para Rossi pegar a próxima cobrança.
2 x 3 – Bruno Henrique chutou forte, no canto e Muslera pegou. Suas três defesas foram no seu canto direito.
MUSLERA E OS PÊNALTIS
Muslera tem histórias com pênaltis. Em 2010, na Copa, o Uruguai tinha jogo eliminatório com Gana. Estava empatado. Gana teve grande chance no último lance e Luiz Suárez fez a defesa. Muslera não tinha mais chance. Na cobrança do pênalti, Gian errou e depois, na série de cinco cobranças, o Uruguai passou, com cavadinha de Loco Abreu.
Neste ano, em Itaquera, o Estudiantes estava vencendo o Corinthians por 1 x 0. Estava se classificando. No último lance, pênalti para o Corinthians. Muslera no gol, Memphis na bola e a bola na lua.
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