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Ronaldo Fenômeno foi centroavante da seleção brasileira entre 1994 e 2011Divulgação / CBF
Ronaldo Nazário completou 50 anos no último dia 22, carregando uma trajetória marcada por títulos, recordes e superação. Bicampeão mundial com a seleção brasileira e um dos maiores atacantes de sua geração, o Fenômeno passou pelas categorias de base do São Cristóvão, clube tradicional do Rio de Janeiro, antes de trilhar a carreira profissional por Cruzeiro, PSV Eindhoven, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan e Corinthians.
A carreira profissional começou no Cruzeiro, em 1993, quando Ronaldo tinha apenas 17 anos. Na primeira temporada, marcou 20 gols em 21 partidas e rapidamente chamou atenção. Ainda naquele ano, foi artilheiro da Supercopa Libertadores, com nove tentos, e encerrou a temporada com 22 em apenas 18 jogos.
Em 1994, veio a primeira convocação para a seleção brasileira. Ele integrou o grupo campeão da Copa do Mundo nos Estados Unidos, embora não tenha entrado em campo. Depois do Mundial, transferiu-se para o PSV Eindhoven, onde marcou 30 gols em sua primeira temporada e conquistou a Copa da Holanda em 1995/96.
A carreira ganhou novas proporções no Barcelona. Em apenas uma temporada, Ronaldo marcou 47 gols, foi artilheiro do Campeonato Espanhol e conquistou a Copa do Rei, a Supercopa da Espanha e a extinta Recopa Europeia.
Em 1997, chegou à Inter de Milão e ganhou o apelido que se tornaria sua marca. Na Itália, Fenômeno foi eleito o melhor jogador da liga nacional logo na estreia e faturou a Copa da Uefa em 1998. No ano anterior, já havia levantado a primeira Bola de Ouro.
Ronaldo chegou à Copa do Mundo da França como uma das principais estrelas do futebol mundial e foi decisivo na campanha brasileira até a final. Balançou as redes quatro vezes e deu três assistências ao longo do torneio, incluindo o gol na semifinal contra a Holanda, vencida pelo Brasil nos pênaltis.
Horas antes da decisão contra os anfitriões, porém, o atacante sofreu uma convulsão na concentração e chegou a ser retirado da escalação. Depois de passar pelo hospital, foi reintegrado ao time. Ele entrou em campo, mas esteve longe de suas melhores condições, enquanto a França venceu por 3 a 0 e ficou com o título.
Em 2000, veio mais um momento dramático. Ronaldo rompeu o tendão patelar do joelho direito e ficou quase dois anos afastado dos gramados. O retorno, no entanto, veio acompanhado da maior façanha de sua carreira.
Na Copa do Mundo de 2002, o atacante liderou o Brasil na conquista do pentacampeonato. Marcou dois gols na final contra a Alemanha e terminou o Mundial como artilheiro, com oito gols. A atuação também ajudou a transformar a frustração de quatro anos antes em uma das maiores redenções da história das Copas.
Na sequência, seguiu para o Real Madrid e integrou os "Galáticos", conquistando títulos nacionais e o Mundial Interclubes. Também recebeu, em 2002, a segunda Bola de Ouro. Já em 2007, transferiu-se para o Milan, onde permaneceu por uma temporada e meia antes de retornar ao Brasil.
Em 2009, retornou ao país para defender o Corinthians. Em três anos no clube, conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, ambos em sua primeira temporada.
Antes de encerrar a carreira, o Fenômeno também se despediu da seleção brasileira. Em 7 de junho de 2011, entrou no amistoso contra a Romênia, no Pacaembu, e disputou seus últimos minutos com a Amarelinha. O Brasil venceu por 1 a 0, com gol de Fred. No mesmo ano, Ronaldo anunciou a aposentadoria dos gramados.