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Mauro Cezar questiona desempenho do Flamengo: 'Ganhar o que?'

Rubro-Negro enfrenta o Galo hoje às 20h (de Brasília), no Maracanã

Estudiantes eliminou o Flamengo nos pênaltis da Libertadores (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)
Estudiantes eliminou o Flamengo nos pênaltis da Libertadores (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)

Fora da Libertadores, agora o Flamengo disputa somente o Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro é o vice-líder da competição, com 67 pontos somados, dois pontos a menos que o Palmeiras, com 69, mas com um jogo a menos.

Mauro Cezar, jornalista e comentarista esportivo, criticou o desempenho abaixo recente da equipe carioca e cobrou um posicionamento da diretoria e dos jogadores durante o programa Posse de Bola, do UOL.

Desempenho do Flamengo abaixo do esperado?

Para o jornalista, o Rubro-Negro está longe de entregar o que propôs durante o ano de 2026, e apontou que a cobrança deve englobar todo o time, não somente os jogadores do plantel:

- O técnico deve ser cobrado; o Boto e o Bap devem ser cobrados também. O torcedor tem razão em cobrar dentro de campo. Se estivessem cinco pontos atrás do Palmeiras hoje, até entenderia, não dependeria só de si. Mas foram eliminados da Libertadores, sendo líderes do campeonato (Brasileirão). Só joga uma competição, tem tempo de descanso, então está tranquilo - iniciou Mauro Cezar.

Continuando seu raciocínio, o comentarista afirmou que o clube carioca jogou a pressão em si mesmo pelo desempenho abaixo que teve contra o Estudiantes:

- O Flamengo está pressionado por ele mesmo. Já foi eliminado da Libertadores, já saiu da Copa do Brasil, só tem uma competição para jogar. O Palmeiras vai jogar contra o Vasco, enquanto o Flamengo vai descansar. Tem obrigação, sim - afirmou o jornalista.

Para concluir, Mauro apontou as eliminações desta temporada como algo a corrigir dentro do elenco do Flamengo e ressaltou que os torcedores devem cobrar o elenco carioca:

- Todo mundo alimentado, hotel de primeira, salário em dia. O que falta para esses caras? Se não estão para ganhar título, estão para ganhar o quê? Justamente pela maneira ridícula pelas eliminações. Muito tempo para fazer gol, não consegue fazer um mísero gol? Tem que ser pressionado, sim. Não significa bater no jogador, mas cobrar de maneira civilizada - concluiu o especialista.

Flamengo enfrenta o atlético mineiro nesta segunda-feira (26) (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)
Flamengo enfrenta o atlético mineiro nesta segunda-feira (26) (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

Rubro-Negro busca reverter semifinal

O clube carioca contesta a utilização do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes no jogo de volta. O defensor argentino foi a campo respaldado por uma liminar da Corte Arbitral do Esporte (CAS), tribunal ligado à Fifa, obtida após a própria confederação sul-americana ter recusado o registro do atleta.

A chegada do jogador à La Plata envolveu bastidores conturbados após sua saída do Racing, marcada por atritos com o presidente Diego Milito, que resistia em negociá-lo com um concorrente direto antes do fim do contrato, em dezembro. Diante dos desfalques dos suspensos Pirez e Tomás Palacios na primeira partida contra o Flamengo, a equipe argentina desembolsou US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para fechar o negócio. O acordo ainda prevê o pagamento de taxas adicionais de US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) pela vaga na decisão e mais US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) em caso de conquista do título.

O zagueiro foi registrado no campeonato nacional para substituir o lesionado Gabriel Neves. Contudo, a Conmebol negou a inclusão do atleta na Libertadores por entender que o tempo de recuperação do volante uruguaio não cumpria os requisitos do regulamento do torneio, impedindo sua atuação no confronto de ida, na Argentina. Diante da recusa, o Estudiantes recorreu ao CAS e garantiu a liberação para escalá-lo no Maracanã, onde atuou como titular na lateral esquerda até os 30 minutos da segunda etapa, quando deu lugar a Tomás Palacios.

A diretoria do Flamengo apurou que a liminar concedida pelo CAS deixava sob responsabilidade exclusiva dos argentinos os riscos jurídicos de escalá-lo em caso de questionamento posterior. Para os dirigentes rubro-negros, atuar sem o aval prévio da Conmebol fere o regulamento da própria organizadora da competição. Amparado no artigo 19 do Código Disciplinar da entidade, que estabelece a punição com placar administrativo de 3 a 0 para casos de escalação de atletas em situação irregular, o clube solicita a declaração de derrota do time argentino e a consequente alteração no finalista.

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