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A cada dois anos, milhões de brasileiros saem de casa para decidir quem ocuparão os cargos legislativos e executivos do país. Durante o período, uma dúvida sempre surge: por que não tem jogo do Brasileirão no dia da eleição?
Oficialmente, não existe nenhuma regra que proíba a realização de partidas do Campeonato Brasileiro na data das eleições. No entanto, a ausência de duelos se tornou uma tradição da data. Neste domingo (25), não será diferente: nenhum compromisso do torneio será disputado.
Um dos três principais motivos para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não marcar jogos de sua principal competição em domingos de eleição é a segurança pública.
As eleições exigem um esquema bastante complexo, cauteloso e com a necessidade de muitos profissionais. Partidas do torneio de pontos corridos precisam de uma operação semelhante nos estádios.
Para não sobrecarregar e atrapalhar o sistema, a entidade opta por não utilizar a data para o torneio.
Outro fator que influencia a decisão da CBF de não marcar partidas do Campeonato Brasileiro no mesmo dia dos pleitos é a logística.
Adicionar um evento que resulta no grande deslocamento de milhares de pessoas nas maiores cidades do país, enquanto, simultaneamente, milhões de eleitores saem de suas casas para votar, criaria um caos completamente desnecessário nos sistemas públicos.
Sem uma rodada do Brasileirão, o trânsito ainda é agitado nos dias de eleição. Com jogos envolvendo a maior paixão do povo, a locomoção de muitas pessoas ficaria inviável.
A CBF também evita utilizar o dia das eleções para jogos do Brasileirão para afastar a possibilidade de manifestações políticas no estádio, que poderiam servir como boca de urna aos espectadores.
Mesmo sem partidas oficias na data, alguns clubes ainda se manifestam a favor, explicitamente, de alguns candidatos nas vésperas ou no próprio dia de votação.
Um caso recente e notório envolveu Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Administrativo do Athletico Paranaense, em outubro de 2022. Na sexta-feira anterior ao pleito, o dirigente usou uma conta oficial da equipe nas redes sociais para declarar voto ao candidato Jair Bolsonaro, que concorria à reeleição pelo PL (Partido Liberal) e enfrentava Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno (veja abaixo).