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A reeleição de Lula à Presidência do Brasil coloca um ponto final em uma das grandes interrogações que também cercavam o futebol feminino: quem estaria à frente do país durante a Copa do Mundo de 2027, que será realizada em nove cidades brasileiras entre junho e julho?
A definição era importante para projetar os rumos do legado do Mundial. Diante dos discursos conservadores, uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro poderia gerar incertezas sobre o futuro da modalidade e do próprio evento. Com Lula, há uma perspectiva mais clara, especialmente com a sanção da Lei nº 15.522, voltada ao desenvolvimento do futebol feminino.
De acordo com o texto, o Ministério do Esporte deverá estabelecer diretrizes nacionais e permanentes para incentivar, estruturar e desenvolver a modalidade no Brasil. A legislação também prevê a organização de um calendário que contemple partidas em estádios com infraestrutura adequada para atletas e torcedores — o que é feito como incentivo para tornar o futebol feminino um produto a ser consumido.
A nova lei determina ainda a criação de um projeto de legado para a Copa do Mundo Feminina de 2027, abrangendo os aspectos social, esportivo e financeiro, em alinhamento às estratégias nacionais para o futebol feminino. Caberá também à Pasta fomentar parcerias com escolas, universidades e clubes para a captação de novos talentos.
Tudo isso é muito importante e, se bem executado, pode marcar junto ao Mundial um novo momento no Brasil, como uma verdadeira virada de chave. Mas precisa perdurar para além da Copa. O Governo Federal tem um papel fundamental na preparação desse terreno, criando condições para que o futebol feminino continue a se desenvolver quando os holofotes deixarem o Brasil. Não há dúvidas de que o torneio tem potencial para ser um sucesso. A questão é garantir que seus efeitos não sejam passageiros, especialmente em um contexto local que ainda se recusa a ver o potencial da modalidade.
O Mundial será uma vitrine, mas a transformação precisa ir além dela. É necessário que o investimento, a estrutura e as oportunidades sejam de fato cobradas e incentivadas, fortalecendo o futebol feminino em todo o país. Afinal, o legado de uma Copa não deve ser medido apenas pelo sucesso do evento, mas também pelo que ela deixará para as gerações que virão, algo que também será de responsabilidade do governo petista.