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O terreno onde ficava o primeiro Hampden Park, em Glasgow, na Escócia, considerado o estádio internacional de futebol mais antigo do mundo, fundado em 1878, pode desaparecer. Após o fechamento de um clube de boliche que ocupou a área por mais de um século, a prefeitura colocou a propriedade à venda. A tendência é que investidores construam um moderno condomínio de apartamentos no local.
A área fica a cerca de 500 metros do atual Hampden Park, estádio que recebe partidas da seleção escocesa. Apesar da importância histórica do terreno, a antiga sede do Hampden Bowling Club encerrou as atividades em 2026, em meio à queda no número de associados. Com isso, a administração responsável pelo imóvel passou a anunciar o espaço – que reúne um pedaço da antiga arquibancada e um parte do gramado original, para atividades de lazer.
A propriedade inclui uma sede com bar e cozinha, além de pistas de boliche e áreas externas. Entretanto, a possibilidade de destinar o local a uma atividade comercial e possível venda preocupa os defensores da preservação histórica, que desejam transformar o terreno em um espaço dedicado à memória do futebol.
Inaugurado em 1873, o original Hampden Park foi a casa do Queen’s Park, um dos clubes mais antigos do mundo. O estádio recebeu partidas internacionais entre 1878 e 1882, período em que a seleção da Escócia venceu os seis jogos disputados no local. Nesse intervalo, a equipe marcou 36 gols e sofreu apenas oito.
No entanto, a construção de uma linha férrea cortou parte do terreno e obrigou o Queen’s Park a deixar o local. O atual Hampden Park foi inaugurado em 1903.
Assim, diante do encerramento das atividades do clube de boliche, moradores criaram o grupo ‘First Hampden’ (Primeiro Hampden, em Inglês) para buscar uma alternativa à exploração comercial do terreno. A proposta prevê a criação de um centro que combine a preservação da história do futebol com espaços para eventos acessíveis e atividades de lazer.
Entretanto, a primeira tentativa do grupo de obter a propriedade para uso comunitário foi rejeitada. Em comunicado, os representantes alertaram que a área ainda não está garantida para o projeto de preservação.
Por sua vez, a City Property Glasgow, organização vinculada ao conselho municipal, declarou que não pretende vender o terreno para um projeto de reconstrução imobiliária. A entidade afirma que avaliará possíveis interessados com base em critérios como retorno financeiro, benefícios para a comunidade e preservação histórica. Até o momento, porém, não há uma decisão definitiva sobre o futuro da propriedade.