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Max Verstappen terminou os dois treinos livres de sexta-feira (23) para o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Em cada sessão, o tetracampeão mundial ficou a menos de dois décimos atrás de Charles Leclerc, que estabeleceu o tempo de referência nas duas ocasiões. A performance do holandês chamou a atenção do diretor técnico da Red Bull, Pierre Wache, em dois pontos relacionados ao carro RB22.
A Red Bull não está se destacando imediatamente do restante do pelotão, como aconteceu na Malásia, por exemplo, mas Verstappen, está, mesmo assim, bastante satisfeito com os primeiros sinais do RB22 no Texas.
“Foi um começo positivo para o fim de semana. Esta pista nunca é fácil quando se trata de encontrar o equilíbrio certo entre as curvas de baixa e alta velocidade”, disse o holandês após o TL2.
“Os quiques tornam tudo ainda mais difícil, então você tenta encontrar um bom equilíbrio no carro e entrar no ritmo. É nisso que temos trabalhado entre o TL1 e o TL2. Ainda há um pouco mais de trabalho a ser feito para ajustar esse equilíbrio, mas não foi um dia ruim de jeito nenhum".
Na prática, isso significa que as equipes precisam encontrar um equilíbrio de duas maneiras diferentes neste fim de semana. Dado o traçado variado do Circuito das Américas, a primeira diz respeito ao equilíbrio entre curvas de alta e baixa velocidade.
Com base nos dados de GPS, a Red Bull parece competitiva nas seções de alta velocidade, o que deixou muito claro para o diretor técnico Pierre Wache o que precisa ser melhorado.
“É claramente o desempenho em baixa velocidade que estamos focando no momento. A baixa velocidade é a chave para nós”, disse o diretor.
Isso se reflete nos dados. Comparando as voltas mais rápidas de Leclerc, Kimi Antonelli e Verstappen, as curvas mais lentas do circuito aparecem predominantemente em vermelho – em outras palavras, território da Ferrari. Leclerc se destaca tanto na frenagem quanto na saída da curva 1, e mostra o mesmo padrão na curva 11, a curva lenta à esquerda antes da longa reta.
Charles Leclerc, Ferrari
Foto: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
No final dessa longa reta – logo antes do ponto de frenagem – Verstappen está quase um décimo à frente do tempo de Leclerc, enquanto Antonelli está mais de dois décimos à frente. No entanto, Verstappen perde terreno considerável nas curvas 12 a 16, outra seção mais lenta do circuito.
Isso reforça os comentários de Wache, embora o desafio em Austin não se resuma apenas a encontrar o equilíbrio certo entre os diferentes tipos de curvas. Igualmente importante é o equilíbrio entre o desempenho absoluto e um carro que consiga lidar razoavelmente bem com as irregularidades de pista, que Verstappen descreveu como “inaceitáveis” e “fora de controle” durante o dia da imprensa na quinta-feira (22).
“O carro reage a esses quiques como seria de se esperar, ele está pulando muito”, disse Wache quando questionado sobre como o RB22 está lidando com as condições da pista.
“A pista está extremamente irregular, especialmente na curva 1 durante a frenagem. É preciso ter muito cuidado. Mas sim, esse é o problema com esse tipo de configuração que estamos usando. Não é tão inflexível quanto no ano passado, mas também não está tão distante [disso]. O carro não se adapta muito bem aos solavancos daqui".
Ao usar o termo “configuração”, Wache não está se referindo especificamente às escolhas da Red Bull, mas à geração atual de carros de F1. Em teoria, esses carros deveriam ser um pouco mais confortáveis sobre as irregularidades do que os carros de efeito solo dos últimos anos, mas Verstappen explicou na quinta-feira que, na verdade, ocorre o contrário.
Graças à aerodinâmica ativa e ao Modo Reta, os carros se elevam ligeiramente nas retas. Isso limita o desgaste da prancha e dá às equipes a liberdade de ir ainda mais longe em termos de altura do chassi. Como resultado, a altura do chassi fica baixa durante as frenagens e nas curvas — justamente as áreas em que o Circuito das Américas é extremamente acidentado.
De acordo com Wache, melhorar o comportamento do carro nessas irregularidades e seu desempenho em baixa velocidade são as duas principais prioridades da Red Bull antes da classificação.
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