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Resumo
O noticiário do Flamengo destaca o desabafo do ex-lateral Athirson sobre uma ida frustrada ao Barcelona no passado e a nova política da gestão para 2027, focada em reforços sem custos após projeção de déficit orçamentário. Paralelamente, surgiram rumores de doping do volante Jorginho por ingestão acidental de remédio da esposa, mas o clube e as autoridades antidopagem negam qualquer notificação oficial.
Sabemos que nem sempre é possível acompanhar tudo o que acontece com o Flamengo ao longo do dia. Pensando nisso, nossa equipe preparou um resumo com as informações mais recentes envolvendo o Mengão, para que você fique por dentro dos principais acontecimentos. Confira abaixo.
O ex-lateral Athirson voltou a falar sobre uma decisão da antiga diretoria do Flamengo que, segundo ele, prejudicou sua trajetória profissional. Em entrevista ao Basticast, divulgada na quinta-feira (29), o ex-jogador relembrou a transferência frustrada para o Barcelona, quando vivia uma das melhores fases da carreira.
Athirson revelou que tinha um pré-contrato com o clube espanhol, mas encontrou resistência do então presidente rubro-negro, Edmundo Santos Silva. O dirigente considerava o lateral uma das principais referências do elenco e temia a reação dos torcedores diante de sua saída. O jogador, por outro lado, enxergava a transferência como uma oportunidade de evolução profissional.
A negociação acabou não acontecendo após problemas políticos na diretoria do Barcelona. Posteriormente, Athirson acertou sua ida para a Juventus, da Itália, em uma transferência marcada por disputas judiciais. No futebol italiano, enfrentou outro problema grave ao contrair dengue hemorrágica, doença que demorou a ser diagnosticada e chegou a levantar suspeitas de leucemia.
O ex-lateral afirmou que os acontecimentos afetaram profundamente seu estado emocional e seu desempenho. Mesmo retornando ao Flamengo por empréstimo em 2002, não conseguiu recuperar a tranquilidade anterior. Athirson acredita que poderia ter disputado até três Copas do Mundo em outras circunstâncias. "Até hoje eu sofro de verdade", desabafou. Apesar da mágoa com antigos dirigentes, ressaltou sua gratidão ao clube e à torcida.
O Flamengo pretende mudar sua política de contratações para a temporada de 2027, priorizando jogadores disponíveis sem custos de transferência. A orientação foi apresentada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, durante uma reunião com conselheiros. A intenção é reduzir os investimentos em negociações e oferecer salários competitivos para atrair reforços.
A mudança acontece após uma revisão significativa do orçamento de 2026. Inicialmente, o clube projetava um superávit de R$ 180 milhões, mas passou a trabalhar com a previsão de déficit de R$ 40 milhões. A diferença de R$ 220 milhões levou a administração a adotar uma postura mais cautelosa no planejamento financeiro.
Entre os fatores que contribuíram para a revisão estão a contratação de Lucas Paquetá, por R$ 315 milhões, e receitas que não se concretizaram. A venda de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou não foi concluída, enquanto a negociação dos direitos de nome do Maracanã também não avançou. As eliminações em competições importantes reduziram ainda mais a arrecadação prevista.
Para equilibrar as contas, a diretoria também estabeleceu uma meta de arrecadar entre 40 milhões e 45 milhões de euros com vendas de jogadores, buscando preservar peças consideradas importantes. Jorginho e Danilo são exemplos de atletas contratados anteriormente sem taxas de transferência. Apesar da revisão orçamentária, o Flamengo afirmou oficialmente que seu endividamento permanece em um patamar considerado confortável pela gestão.
Uma nova informação surgiu sobre o suposto caso de doping envolvendo o volante Jorginho, do Flamengo. O jornalista Jorge Nicola revelou, na quarta-feira (28), que o jogador teria utilizado acidentalmente um medicamento pertencente à esposa. A hipótese poderia explicar o resultado adverso mencionado anteriormente, embora não exista confirmação oficial sobre o episódio.
Uma das fontes consultadas pelo jornalista apontou que o medicamento seria um diurético, mas seu nome não foi divulgado. Algumas substâncias dessa categoria são proibidas pela Agência Mundial Antidopagem por sua capacidade de interferir na identificação de outros compostos. Até o momento, entretanto, não foi confirmado que Jorginho tenha utilizado qualquer medicamento dessa natureza.
A suspeita começou a circular em 23 de outubro, quando o jornalista Thiago Asmar afirmou que o volante teria apresentado um resultado adverso em um exame antidopagem da Conmebol. Posteriormente, Nicola relatou que uma contraprova teria sido realizada e que o jogador havia contratado um especialista em direito esportivo. Pelas regras antidopagem, uma ingestão acidental não elimina automaticamente a possibilidade de punição, caso uma infração seja comprovada.
No sábado (31), porém, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem informou que não recebeu nenhuma notificação oficial sobre um possível resultado positivo envolvendo Jorginho. O Flamengo também declarou não ter sido comunicado pela Conmebol e desconhecer qualquer solicitação de contraprova. As manifestações contrastam com os relatos anteriores, mantendo a situação sem confirmação oficial. Uma eventual suspensão representaria um desfalque importante para o elenco comandado por Leonardo Jardim na reta final do Campeonato Brasileiro.