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Resumo
O Palmeiras monitora um impasse jurídico envolvendo o zagueiro Marcos Rojo, do Estudiantes, adversário na final da Libertadores em 28 de novembro. Inscrito fora do prazo e liberado apenas por liminar do TAS para a semifinal, o defensor tem sua situação contestada pelo Flamengo na Conmebol, que busca efeitos esportivos após a eliminação. Sem julgamento definitivo, o caso segue em aberto e gera incerteza sobre a presença do jogador na decisão em Montevidéu.
A preparação do Palmeiras para a decisão da Libertadores ganhou uma variável que não depende do desempenho dentro de campo. Marcos Rojo, zagueiro do Estudiantes, tornou-se centro de uma disputa sobre a regularidade de sua inscrição no torneio. Mesmo após atuar na semifinal contra o Flamengo, o defensor ainda pode enfrentar questionamentos jurídicos antes da final marcada para 28 de novembro, em Montevidéu.
O ponto central é que a liberação concedida pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) foi provisória, e não uma decisão definitiva sobre a elegibilidade do jogador. O tribunal permitiu sua participação na partida de volta da semifinal, mas não impediu que a Conmebol avalie possíveis consequências posteriormente. A análise final continua pendente, sem audiência marcada até o momento.
A controvérsia começou quando o Estudiantes tentou incluir Rojo na lista de inscritos após o encerramento da janela de transferências argentina. A Conmebol rejeitou o pedido, mesmo após o clube obter autorização para registrar o defensor no futebol nacional. Diante da negativa, o algoz recorreu ao TAS e conseguiu a medida cautelar que permitiu ao atleta jogar contra o Flamengo.
O Rubro-Negro contestou a autorização antes da partida e, logo depois da eliminação nos pênaltis, formalizou uma reclamação à Conmebol. O clube carioca busca uma definição que possa produzir efeitos esportivos sobre o confronto e tenta acelerar a análise antes da final.
Para o Estudiantes, o risco está numa possível decisão desfavorável sobre a inscrição do zagueiro. O documento do TAS deixou sob responsabilidade do clube e do jogador a avaliação das consequências caso o julgamento definitivo não reconheça a elegibilidade. Isso não significa que uma punição já tenha sido determinada, mas mantém o tema aberto enquanto o processo segue em andamento.
Do lado palmeirense, a situação exige atenção, mas não permite tratar uma eventual ausência de Rojo como confirmada. O defensor é uma opção experiente para o sistema defensivo argentino, e sua disponibilidade pode influenciar a preparação do adversário. Ainda assim, o planejamento do Verdão precisa considerar o cenário atual, no qual não existe decisão definitiva que impeça o jogador de disputar a final.
A decisão entre Palmeiras e Estudiantes está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Por enquanto, o caso extracampo segue sem desfecho, e qualquer impacto sobre a final depende das próximas decisões das autoridades esportivas.