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O atacante Jesús de Miguel, 30 anos, do Tenerife, morreu nesta terça-feira (3), horas após o choque que sofreu em uma dividida com o goleiro do Andorra, em uma partida da segunda divisão da Espanha.
O lance aconteceu nos acréscimos da partida, quando De Miguel avançava em direção a uma bola longa e Owono deixou a área para tentar afastar o perigo. Na disputa, o goleiro atingiu com o joelho o peito do atacante. Instantaneamente, o jogador do Tenerife caiu no gramado sem se mover.
Os médicos entraram para atendimento a De Miguel, que foi levado ao hospital, mas morreu horas depois. Owono foi expulso de forma direta pelo árbitro da partida.
A Polícia Nacional já abriu um inquérito sobre a morte de Jesús de Miguel. Conforme o Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Canárias (TSJC), qualquer morte sem causa natural passa por uma investigações judicial — seja acidental ou outros motivos. O Ministério Público também participará do caso.
Ainda que uma apuração seja feita, o goleiro Owono não é considerado formalmente culpado.
Segundo o ge.globo, especialistas em Direito Desportivo e Penal na Espanha argumentam que a jurisprudência tem limites claros e quase inultrapassáveis entre o erro de avaliação técnica e a prática de um crime de homicídio por negligência.
Os tribunais espanhóis consideram apenas condutas dolosas (agressões intencionais) ou violência gratuita como questões criminais.
O goleiro Owono pode sofrer consequências disciplinares na Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). O artigo 130 do Código Disciplinar pune com suspensão de um a três jogos condutas violentas sem consequências lesivas.
O artigo 102 prevê punições mais severas quando uma ação violenta provoca consequências consideradas graves. A suspensão, caso o goleiro seja enquadrado neste artigo, pode variar de quatro a 12 partidas.