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A edição de 2026 da tradicional cerimônia da Bola de Ouro, organizada pela revista France Football, trouxe um gosto amargo para os torcedores brasileiros. Principal estrela do país no futebol europeu atual, Vinícius Júnior encerrou a premiação na modesta 17ª colocação. Com isso, o camisa 7 do Real Madrid igualou a pior posição de um brasileiro mais bem colocado no ranking em todo o século XXI.
A marca negativa repete o cenário de 16 anos atrás, na edição de 2010. Naquela temporada, o ex-lateral-direito Maicon, que brilhava com a camisa da Inter de Milão após a conquista da Champions League, também encerrou a disputa como o melhor brasileiro, amargando exatamente o mesmo 17º lugar.
O resultado de 2026 evidencia uma brusca queda no retrospecto recente do craque merengue, que vinha sendo o símbolo do protagonismo nacional na premiação nos últimos anos. Esta é a pior colocação de Vini Jr. desde que estreou no prêmio em 2022.
O histórico do atacante mostrava uma curva ascendente que foi interrompida recentemente. Em 2022, ficou com a oitava colocação; subiu para sexto em 2023 e atingiu o ápice com o vice-campeonato na edição de 2024. No entanto, sofreu uma queda drástica no ano passado, em 2025, quando despencou para a 16ª posição, caindo mais um degrau na premiação atual.
Nesta edição de 2026, o Brasil contou com apenas mais dois nomes entre os 30 finalistas do futebol masculino, ambos defensores: o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, que finalizou na 21ª colocação, e Marquinhos, do Paris Saint-Germain, que ocupou o 25º posto.
O país, que possui uma rica tradição no evento desde a abertura para jogadores não-europeus, segue vivendo um incômodo jejum. Desde 2001, apenas três brasileiros levantaram a sonhada bola dourada: Ronaldo Fenômeno (2002), Ronaldinho Gaúcho (2005) e Kaká (2007) – o último representante do país a ser eleito o melhor do mundo, ao desbancar Messi e Cristiano Ronaldo após o título europeu com o Milan.
De lá para cá, o Brasil flertou com o troféu em algumas oportunidades, principalmente com Neymar, que finalizou em terceiro lugar nas edições de 2015 e 2017, e com o próprio Vinícius Júnior e seu segundo lugar em 2024, mas a ausência no topo da lista segue incomodando o torcedor brasileiro, que já observa quase duas décadas de domínio estrangeiro na premiação máxima do futebol mundial.