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Anunciado pelo Corinthians no dia 11 de outubro com o objetivo claro de impedir o rebaixamento o alvinegro, o holandês estrearia na partida contra o Vitória, no dia 19, mas assistiu ao jogo da arquibancada após atraso na liberação de seu visto de trabalho. Ele possui a licença Uefa Pro, certificação máxima de treinamento emitida pela entidade europeia.
"Essa situação é uma grande oportunidade para mim, porque é um dos maiores clubes do mundo e isso não passa todo dia por seu caminho", afirmou ele ao ser apresentado no dia 14 no CT Dr. Joaquim Grava, em São Paulo.
A equipe alvinegra soma 36 pontos no Brasileirão e é a primeira da zona de rebaixamento, na 16ª posição. Além do São Paulo no Morumbis, enfrenta ainda o Botafogo e o Grêmio em casa e o Atlético-MG e o Remo como visitante.
Ex-jogador, Seedorf se aposentou dos gramados após deixar o Botafogo, em 2014, e logo foi apresentado como técnico do Milan, clube que defendeu de 2002 a 2012. A equipe terminou o Campeonato Italiano 2013/14 na oitava colocação, e o holandês deixou o clube em junho, depois do fim da temporada. Foram 22 partidas, com 11 vitórias, dois empates e nove derrotas.
Em 2016, ficou cinco meses à frente do Shenzhen, da China. Em 13 jogos, foram três vitórias, quatro empates e seis derrotas. No final de 2017 quase veio ao Brasil para treinar o Athletico-PR, cargo que assumiria junto ao de diretor de futebol, mas o acordo não se confirmou.
Em fevereiro de 2017, foi para o Deportivo La Coruña, da Espanha, que estava na zona de rebaixamento. Não conseguiu evitar a queda após oito derrotas, seis empates e apenas duas vitórias nos 16 jogos em que comandou o time.
Foi na seleção de Camarões onde passou mais tempo, quase um ano. Contratado em agosto de 2018, foi demitido em julho de 2019 após eliminação nas oitavas de final da Copa Africana de Nações para a Nigéria. O saldo como técnico da equipe nacional foi de quatro vitórias, cinco empates e três derrotas em 12 partidas disputadas.
A falta de um currículo mais pesado causou inclusive certa insatisfação dentro do Corinthians, com aliados do presidente Osmar Stabile questionando sua escolha em uma temporada que começou com a conquista do título da Supercopa Rei, passou por eliminações amargas nas oitavas de final da Copa do Brasil e nas quartas de final da Libertadores e inclui, mais uma vez, a luta contra o rebaixamento.