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Kimi Antonelli está próximo de se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 neste domingo (1º). O italiano precisa de apenas dois pontos para levantar a taça no México e coroar uma temporada dominante com a Mercedes. Contudo, há um ano, o cenário era bem mais dramático para o jovem piloto.
Antonelli chegou a receber mais de 1.100 ameaças de morte e comentários abusivos na reta final do campeonato de 2025 por cometer um erro que, para alguns fãs e membros de outras equipes, interferiu diretamente na disputa do campeonato mundial entre Lando Norris e Max Verstappen.
Em 2025, o tetracampeão mundial, Max Verstappen, protagonizava a tentativa de uma virada histórica para superar Lando Norris na disputa pelo título da Fórmula 1. Na penúltima volta do GP do Catar (penúltima corrida da temporada), o holandês vencia a sua sétima corrida no ano e via o seu principal adversário terminar na quinta colocação.
Contudo, um erro de Antonelli o custou a quarta colocação na corrida e possibilitou que Norris o ultrapassasse. Com isso, o britânico somou 12 pontos e precisou apenas de um pódio no GP de Abu Dhabi, o qual terminou na terceira posição, para conquistar o título da Fórmula 1 pela primeira vez. Caso tivesse terminado em quinto, Norris precisaria ter terminado o GP de Abu Dhabi ao menos na segunda posição e teria a vida mais complicada.
Verstappen terminou o campeonato apenas dois pontos atrás de Lando Norris, por coincidência, os dois pontos a mais que o britânico conquistou no Catar.
Esse erro de Antonelli foi criticado pelo engenheiro de pista de Max Verstappen, Gianpiero Lambiase, e o consultor da Red Bull, Helmut Marko, que apontaram que ele teria errado de propósito para favorecer a McLaren.
O chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e o próprio Max Verstappen, com quem Kimi mantém uma relação de amizade durante a temporada, saíram em defesa do italiano, que fazia sua temporada de estreia na categoria, e prestaram solidariedade a ele.
Diferente de 2025, em que a disputa ficou para a última corrida, em 2026, Kimi Antonelli deve vencer o título com quatro etapas de antecedência. O italiano dominou a temporada e está com 365 pontos, 123 a mais que seu companheiro de equipe e segundo colocado, George Russell. São nove vitórias, incluindo em sua terra natal.
Em Monza, o jovem largou na 19ª posição e fez uma corrida heroica até o pódio. Ele ainda não havia vencido nenhuma corrida na categoria antes desse ano.
Um dos maiores ídolos do esporte para Antonelli é Ayrton Senna, apesar de ele nunca ter visto o brasileiro correr. Kimi nasceu em Bolonha, em agosto de 2006, 12 anos após a morte do brasileiro durante o Grande Prêmio de San Marino, de onde foi levado para o Hospital Maggiore em Bolonha.
Ele usa o número 12 no carro em homenagem a Senna e vai mantê-lo mesmo se for campeão.
Durante o final de semana do GP de Interlagos no ano passado, Kimi visitou o túmulo de Ayrton e prestou uma homenagem ao brasileiro.
— O Ayrton é o meu herói no automobilismo e, como ontem eu estava com bastante tempo livre, pensei: “Por que não?”. Era bem perto do meu hotel, então decidi ir. Fui com meu treinador e ficamos lendo um livro, apenas curtindo aquele ambiente calmo. Foi realmente muito bom. Eu queria muito ir lá e prestar minha homenagem a ele — explicou durante a entrevista coletiva pré-corrida.
Antonelli agora avança a largos passos para entrar na história do automobilismo, assim como seu ídolo.