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A Conmebol voltou a rejeitar a documentação apresentada pelo Corinthians para validar a licença de treinador de Clarence Seedorf. Após consultar a UEFA, a entidade sul-americana concluiu que os novos documentos enviados pelo clube não comprovam os três anos de experiência profissional exigidos para o reconhecimento da Licença UEFA Pro. Com isso, o holandês segue sem a homologação necessária para exercer oficialmente a função de treinador dentro das competições organizadas pela confederação.
A nova negativa aconteceu depois de o Corinthians tentar reverter a decisão inicial. O clube encaminhou documentos complementares à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que levou o caso novamente à Conmebol. A intenção era incluir na análise outras atividades exercidas por Seedorf, como o período em que integrou o Conselho de Supervisão da Federação Holandesa de Futebol e sua participação como professor em cursos de formação de treinadores da UEFA.
Fala, professor! 🗣️
Seedorf comentou na coletiva de imprensa após o Majestoso sobre a confiança do Timão para a reta final do Brasileirão.
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#VaiCorinthians https://t.co/HeA10TY6Bo— Corinthians (@Corinthians) November 5, 2026
A justificativa da Conmebol, no entanto, é que essas atividades não podem ser contabilizadas como experiência profissional à frente de uma equipe. Pelos critérios considerados pela entidade, o treinador precisa comprovar 36 meses de trabalho na função. Seedorf acumula aproximadamente 27 meses em passagens pelo Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e seleção de Camarões, período inferior ao mínimo exigido.
Com a nova resposta, a situação volta a depender de uma definição da CBF. Entre as alternativas discutidas estão a possibilidade de Seedorf atuar como auxiliar técnico ou buscar uma habilitação provisória por meio de um curso da CBF Academy. Segundo o UOL, o Corinthians pretende inscrever o holandês na formação oferecida pela entidade brasileira para tentar regularizar sua situação e permitir que continue no comando da equipe.
O Corinthians informou que ainda não havia recebido uma notificação oficial da CBF sobre a nova decisão, mas confirmou a intenção de recorrer ao curso nacional. A CBF também foi procurada e ainda não havia apresentado um posicionamento atualizado sobre os próximos passos.
O impasse começou no início de novembro, quando a Conmebol recusou pela primeira vez o reconhecimento da licença europeia de Seedorf. Mesmo com a certificação UEFA Pro, considerada a mais alta habilitação de treinadores no futebol europeu, a entidade sul-americana entendeu que o tempo de experiência profissional do holandês não atendia ao requisito estabelecido.