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Na luta para permanecer na Série A do Brasileirão, o Grêmio terá pela frente o líder do campeonato nesta quarta-feira (4). A partir das 19h30min, o Tricolor enfrentará o Flamengo, no Maracanã, pela 34ª rodada da competição.
Com 73 pontos, o Rubro-Negro tem três pontos de diferença em relação ao segundo colocado, o Palmeiras. Enquanto isso, o Grêmio é o 15º, com 37, a um ponto do Corinthians, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.
A tarefa é difícil, mas não impossível para o time comandado por Renato Portaluppi, que vem de uma sequência positiva. O Grêmio soma três vitórias consecutivas, sendo uma delas sobre o Atlético-MG, pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil. No intervalo de três jogos, foram cinco gols marcados e nenhum sofrido.
No entanto, assim como a qualidade do adversário, outro fator que joga contra o Grêmio é a ausência de jogadores titulares, incluindo Carlos Vinícius e Weverton, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Diego Caito, Pavon, Danilo Barbosa e Nardoni estão no departamento médico e também não estarão à disposição. Renato pode ainda preservar alguns jogadores.
Melhor time do Brasileirão e dono daquele que é possivelmente o melhor elenco da América, o Flamengo não costuma perder pontos em casa. No Campeonato Brasileiro, tem 12 vitórias, três empates e apenas uma derrota como mandante. O aproveitamento é de 81,25%.
A única derrota em casa foi para o segundo colocado, o Palmeiras, em um jogo atípico. Aos 22 minutos, Carrascal foi expulso e deixou o Rubro-Negro em desvantagem numérica. O Verdão aproveitou e goleou por 3 a 0, com gols de Flaco López, Allan e Paulinho.
Não só pelo placar elástico, mas vencer o Flamengo é algo pouco comum nesta temporada. Desde a chegada do técnico Leonardo Jardim, em 4 de março, o time só foi derrotado quatro vezes. Além do jogo contra o Palmeiras, perdeu três partidas como visitante: 3 a 0 para o Bragantino e 2 a 1 para o Cruzeiro, no Brasileirão, e um 2 a 0 para o Vitória, na quinta fase da Copa do Brasil.
Com exceção do duelo contra o Palmeiras, as outras três partidas podem dar ao Grêmio a esperança de um placar positivo, ainda que seja pouco provável.
Time que gosta de ter a posse de bola, o Flamengo tem esse estilo de jogo característico e foi superado pelos adversários nessa estatística em poucas partidas na temporada, como foi o caso na goleada sofrida para o Palmeiras. Nas outras três derrotas de Leonardo Jardim, a equipe teve mais tempo com a bola, o que não foi um problema para os adversários.
Bragantino, Cruzeiro e Vitória apostaram em suas virtudes para vencer. Os paulistas na alta quantidade de finalizações, 18, sendo sete no gol. O Flamengo teve sete, com apenas uma na direção do alvo.
Quanto aos mineiros, pesou a qualidade de atletas como Matheus Pereira e Arroyo. O número de chutes também foi superior ao do Rubro-Negro, com 24, sendo nove no gol, contra 12, com apenas duas na direção das redes.
— O Flamengo foi muito melhor no primeiro tempo e voltou para a segunda etapa achando que ganharia de qualquer forma. No segundo tempo, o Cruzeiro foi bem letal e quase não deu brechas para o Flamengo atacar — disse João Paulo Machado, setorista do Cruzeiro no portal Diário Celeste.
No confronto contra o Vitória, o Flamengo foi superior no número de chances criadas. A diferença é que o time baiano, impulsionado pela torcida, foi mais efetivo.
— A arquibancada ganhou o jogo para o Vitória. O time em si é limitado, mas os jogadores se aplicaram dando a vida. O Flamengo sentiu. Foi um jogo extremamente mental — lembrou Anderson Mattos, setorista do Vitória no Canal do Dinâmico.
Se há um aspecto que merece atenção da comissão técnica gremista, ele está nos chutes de média e longa distância. Das quatro derrotas sob o comando de Leonardo Jardim, o Flamengo sofreu gols de fora da área em três. Em 2026, dos 42 gols sofridos por Rossi, oito foram de chutes de longa distância, o que chama a atenção para o posicionamento do argentino nesses lances.
É bem verdade que o último gol de fora da área sofrido pelo goleiro foi em agosto, na derrota contra o Cruzeiro, mas é um ponto em comum entre os três jogos que o Grêmio pode ter como base.
Os exemplos de Bragantino, Cruzeiro e Vitória mostram caminhos para competir de igual para igual com o líder. Ainda assim, nenhum deles elimina o tamanho do desafio que o Grêmio encontrará no Maracanã.
A equipe de Renato precisará de eficiência máxima, sobretudo nos momentos em que tiver a bola, para transformar uma missão improvável em um resultado capaz de ajudar na luta contra o rebaixamento.