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Parece-me clara a estratégia de Renato, lidando com o que o mundo do futebol colocou diante dele após três vitórias seguidas, duas de Brasileirão e uma de semifinal de Copa do Brasil. Já que a chance de perder para o Flamengo no Rio é imensa para qualquer um, que dirá quem luta contra o rebaixamento, por que não passar a pressão para o lado de lá?
Se perder com time misto, estava no roteiro. Se empatar, recepção no aeroporto. Em caso de vitória, festa na Goethe. Não tivesse o Grêmio vencido Coritiba e Furacão, até Renato jogaria no lugar de Enamorado.
Só que, além de sair do Z-4, o Grêmio viu nascer uma chance real de ir à final da Copa do Brasil, garantindo calendário de Libertadores, o que muda completamente o planejamento para 2027.
Durante o ano todo, dizíamos que o Grêmio tinha chance de escapar do rebaixamento, pelo menos na comparação com o Inter, por ter goleiro e centroavante acima da média.
Quando Renato pede para os dois tomarem cartão de propósito e limparem a ficha no Rio, garantindo-os contra o Bahia, na Arena, pós-data Fifa, o recado é óbvio: lutemos, claro, mas a nossa guerra não está no Maracanã, e sim em casa.
A obrigação da noite é toda do Flamengo, que se não ganhar, dará chance ao Palmeiras de alcançá-lo no confronto direto, em São Paulo.
Renato reduziu a pressão sobre os seus jogadores. Salvo derrota com goleada, o discurso de mobilização está pronto.
Eu não ficaria surpreso se ele poupasse também nomes como Marlon ou Villasanti. Trata-se de um jogo desidratado.