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O Santos anunciou, nesta quarta-feira (4), o adiamento da Assembleia Geral Extraordinária que votaria a reforma do Estatuto Social, originalmente convocada para o próximo domingo, 8 de novembro. A decisão foi tomada pela Mesa do Conselho Deliberativo após entendimento e consenso construído em conjunto com a atual diretoria executiva e os pré-candidatos à presidência do clube.
O recuo estratégico teve como objetivo central assegurar isonomia no processo eleitoral de dezembro, impedindo que a eventual promulgação imediata de novas diretrizes estatutárias inviabilizasse a inscrição de chapas de oposição e da situação.
A principal preocupação manifestada pelas frentes políticas envolvia a incompatibilidade de prazos burocráticos. De acordo com o texto da reforma estatutária, caso a nova versão fosse aprovada pelos associados no domingo, a data-limite para a inscrição de chapas seria antecipada para o dia 12 de novembro.
Nesse formato, os postulantes ao cargo teriam menos de quatro dias para reunir a documentação obrigatória, recolher assinaturas e adequar suas composições aos novos critérios.
Diante do impasse, o Conselho Deliberativo deliberou pelas seguintes medidas:
O adiamento da reforma estatutária reflete diretamente nas decisões estruturais do Santos. O novo texto não apenas previa o fim do Comitê de Gestão e a remuneração de cargos executivos, como também continha os dispositivos regulatórios para viabilizar e balizar a criação da SAF — operação atualmente negociada junto ao grupo SDC Sports com proposta de aporte bilionário.
Com a decisão de priorizar a estabilidade eleitoral, qualquer mudança de governança e avanço formal no modelo societário só será votado pelos associados após a definição do próximo presidente do clube para o triênio 2027–2029.