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O Corinthians volta a enfrentar um rival em um momento delicado no Campeonato Brasileiro. Na 17ª colocação, com 36 pontos, a equipe comandada por Clarence Seedorf encara o São Paulo nesta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pela 34ª rodada, em busca de um resultado que ajude o clube a deixar a zona de rebaixamento.
Ao longo dos últimos anos, o Timão passou por situações semelhantes, nas quais os clássicos contra Santos, Palmeiras e São Paulo ganharam importância na disputa pela permanência na elite nacional. Em algumas temporadas, as vitórias sobre os rivais contribuíram para a recuperação da equipe. Em outras, os resultados positivos não foram suficientes para evitar dificuldades até as rodadas finais.
Um levantamento do Lance! revela que o Corinthians teve desempenhos distintos diante dos principais rivais estaduais nas edições de 2007, 2018, 2020 e 2024 do Campeonato Brasileiro. Considerando as quatro temporadas, foram 22 clássicos, com cinco vitórias, seis empates e 11 derrotas, aproveitamento de 31,8%.
O histórico indica que vencer um clássico pode representar um impulso importante, mas não garante, isoladamente, uma reação na tabela. A sequência de resultados nas demais partidas foi determinante para definir o destino do clube em cada temporada.
Em 2007, o Corinthians viveu uma das temporadas mais difíceis de sua história. Apesar de apresentar um desempenho equilibrado nos clássicos paulistas, a equipe não conseguiu transformar os resultados contra os rivais em uma recuperação consistente no Campeonato Brasileiro.
Nos seis confrontos contra Santos, Palmeiras e São Paulo, o Timão conquistou duas vitórias, dois empates e sofreu duas derrotas, alcançando 44,4% de aproveitamento. A equipe marcou cinco gols e sofreu quatro.
Entre os resultados positivos, destacaram-se a vitória por 2 a 0 sobre o Santos, em setembro, e o triunfo por 1 a 0 diante do São Paulo, em outubro. Mesmo assim, os pontos conquistados nos clássicos não foram suficientes para afastar a equipe da parte inferior da classificação.
O Corinthians terminou o campeonato na 17ª colocação, com 44 pontos, e foi rebaixado para a Série B pela primeira vez em sua história. O desempenho mostrou que, apesar da capacidade de competir contra os rivais, a irregularidade nos demais confrontos comprometeu a campanha.
Onze anos depois, o Corinthians voltou a enfrentar dificuldades no Brasileirão. Após conquistar o título nacional em 2017, a equipe passou por mudanças e enfrentou uma campanha marcada pela irregularidade.
Nos seis clássicos disputados, o clube conquistou apenas uma vitória, empatou duas vezes e sofreu três derrotas, com aproveitamento de 27,8%. Foram quatro gols marcados e sete sofridos, números que evidenciaram as dificuldades ofensivas e defensivas diante dos adversários estaduais.
A única vitória aconteceu em maio, quando o Corinthians derrotou o Palmeiras por 1 a 0. Nos demais confrontos, o clube não conseguiu superar os rivais, incluindo uma derrota por 3 a 1 para o São Paulo, em julho, e outra por 1 a 0 para o Santos, em outubro.
Diferentemente de 2007, o Timão conseguiu evitar o rebaixamento, encerrando a competição na 13ª posição, com 44 pontos. Entretanto, os clássicos tiveram contribuição limitada para a permanência na primeira divisão, já que a equipe conquistou somente cinco dos 18 pontos possíveis.
Na edição de 2020, disputada também nos primeiros meses de 2021 por causa da pandemia de Covid-19, o Corinthians apresentou seu pior aproveitamento em clássicos entre as quatro temporadas analisadas.
Em seis partidas contra Santos, Palmeiras e São Paulo, foram uma vitória, um empate e quatro derrotas, com aproveitamento de apenas 22,2%. O clube marcou três gols e sofreu dez, registrando saldo negativo de sete.
O único triunfo aconteceu em dezembro de 2020, quando o Corinthians venceu o São Paulo por 1 a 0. Por outro lado, as derrotas para o Palmeiras, por 2 a 0 e 4 a 0, evidenciaram as dificuldades da equipe nos confrontos diretos.
Apesar do retrospecto negativo diante dos rivais, o Timão conseguiu se recuperar ao longo da competição e terminou na 12ª colocação, com 51 pontos. Naquela temporada, a permanência na elite esteve mais relacionada aos resultados conquistados contra outros adversários do que ao desempenho nos clássicos.
O exemplo mais recente de um clássico que contribuiu diretamente para a reação do Corinthians aconteceu em 2024. Naquela temporada, o clube passou boa parte do Campeonato Brasileiro ameaçado pelo rebaixamento, mas conseguiu uma recuperação expressiva na reta final.
Diferentemente das outras edições analisadas, o Timão disputou apenas quatro clássicos estaduais, já que o Santos estava na Série B. Foram uma vitória, um empate e duas derrotas, com aproveitamento de 33,3%, cinco gols marcados e sete sofridos.
O principal resultado aconteceu em 4 de novembro, quando o Corinthians venceu o Palmeiras por 2 a 0, na Neo Química Arena, pela 32ª rodada. Com gols de Rodrigo Garro e Yuri Alberto, a equipe encerrou um jejum de mais de três anos sem vencer o rival.
O triunfo teve impacto imediato na classificação. O Corinthians chegou aos 38 pontos, assumiu a 13ª colocação e abriu quatro pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento. A vitória também fortaleceu a recuperação que a equipe vinha construindo sob o comando de Ramón Díaz.
A partir daquele momento, o clube manteve a sequência positiva e encerrou o Brasileirão na sétima colocação, com 56 pontos, garantindo uma vaga na fase preliminar da Libertadores.
| Ano | Jogos | V-E-D | Aproveitamento | Posição final |
|---|---|---|---|---|
2007 |
6 |
2-2-2 |
44,4% |
17º — rebaixado |
2018 |
6 |
1-2-3 |
27,8% |
13º |
2020 |
6 |
1-1-4 |
22,2% |
12º |
2024 |
4 |
1-1-2 |
7º |