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Nesta segunda-feira (26), o jornalista esportivo Juca Kfouri teceu críticas contundentes sobre a atuação do Estudiantes, ao escalar um jogador irregular na partida contra o Flamengo, válida pelas semifinais da Libertadores. Kfouri, no programa Posse de Bola do UOL, abordou a questão de maneira direta, ressaltando que deveria ser uma final entre clubes brasileiros, dado o descumprimento das regras por parte da equipe argentina.
O comentarista afirmou que a situação não se tratava de um erro de documentação, mas sim de uma ação consciente por parte do Estudiantes, que teria conhecimento dos riscos envolvidos na escalação do atleta. “Não houve um equívoco de documentação… os caras fizeram e sabiam que estavam errados”, criticou Juca, sugerindo que a decisão sobre a final deveria ser alterada em favor do Flamengo.
Para ilustrar sua argumentação, Kfouri apresentou um exemplo hipotético usando o Corinthians, questionando a validade da escalação fora da janela de transferências. Ele destacou a regra que impede a inscrição de jogadores quando a janela está fechada: “Mas não pode, não tem mais inscrição para o campeonato, está fora da janela, não pode e ponto”, concluiu, evidenciando a rigidez da normativa.
A controvérsia gira em torno da presença do zagueiro Marcos Rojo, que participou do confronto respaldado por uma liminar da Corte Arbitral do Esporte (CAS). Essa liminar foi obtida após a Conmebol ter negado o registro do jogador, complicando ainda mais a situação e levantando questionamentos acerca da legalidade de sua atuação.
A chegada de Marcos Rojo ao Estudiantes não foi simples, envolvendo uma negociação conturbada que culminou na saída de seu antigo clube, o Racing. O clube argentino investiu cerca de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para assegurar a contratação, enfrentando dificuldades devido à resistência do presidente do Racing, que hesitou em liberar o jogador.
O Estudiantes enfrentou desfalques em sua equipe titular, devido a suspensões, o que levou à negociação urgente para cobrir a posição do lateral esquerdo. Contudo, a Conmebol deixou claro que a inclusão de Rojo no torneio da Libertadores não era válida pela sua situação de recuperação e pelas exigências do regulamento.
Após a partida, a diretoria do Flamengo se posicionou contra a utilização de Rojo, alegando que a liminar do CAS deixava os argentinos responsáveis por quaisquer consequências legais devido à escalação irregular. O clube carioca solicitou a revisão do resultado da partida, com a aplicação do artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que estabelece punições severas para situações semelhantes.
Essa situação coloca novas tensões no cenário da Libertadores, com o Flamengo buscando retornar à disputa de maneira justa e regulamentada, enquanto o Estudiantes se vê em meio a um imbróglio jurídico que pode afetar o resultado da competição. O desenrolar desse caso pode ter implicações significativas não apenas para os clubes envolvidos, mas para a forma como as regras são respeitadas futuramente nas competições sul-americanas.