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Por onde andam 7 ex-jogadores do São Paulo que estão 'sumidos' no exterior?
Nikão foi peça importante no acesso do Guangdong GZ-Power à 1ª divisão da China
Nikão foi peça importante no acesso do Guangdong GZ-Power à 1ª divisão da China Imagem: Divulgação

O que aconteceu com aquele jogador que vestiu a camisa do seu time de coração — e que talvez até tenha conquistado algum título por lá, aceitou uma proposta para jogar no exterior e simplesmente desapareceu do radar da imprensa brasileira?

É bem provável que ele esteja "escondido" em algum cantinho do mundo que não seja os principais campeonatos nacionais da Europa (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão ou Francês) e nem tenha o prazer de disputar a Liga dos Campeões.

Desde o mês passado e ao longo das próximas quintas-feiras, o "Blog do Rafael Reis" está mergulhando na caça desses atletas para apresentar a vocês, leitores, os paradeiros de alguns deles.

Neste quarto capítulo, mostramos hoje o que andam fazendo da vida sete jogadores que passaram recentemente pelo São Paulo e hoje estão "perdidos no mundo"... Ou melhor, que estavam, já que encontramos todos eles.

NIKÃO
Meia-atacante, 34 anos, Guangdong GZ-Power-CHN

Imagem: Reprodução/Instagram

Reforço de peso e dono da camisa 10 do São Paulo para 2022, Nikão rendeu tão abaixo do esperado no Morumbi que nunca mais voltou a ser o jogador que provocava tanta badalação nos tempos da sua primeira passagem pelo Athletico-PR. Em 2025, após ser rebaixado no Brasileirão com a equipe paranaense, o meia-atacante migrou para um time que havia acabado de subir da terceira para a segunda divisão da China. Agora, na segunda temporada na Ásia, Nikão desempenhou papel decisivo no inédito acesso do Guangdong GZ-Power para a elite: foram 12 gols e 11 assistências do já veterano meia-atacante.

LIZIERO
Meia, 28 anos, Nacional (POR)

Imagem: Reprodução/Instagram
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Lançado em 2018, fez 40 jogos logo em seu primeiro ano como profissional e deu ao torcedor são-paulino (boa parte deles como titular) aquela impressão de que era um jogador especial, daqueles que protagonizaria uma gorda venda para a Europa ou que resolveria seu meio-campo por várias temporadas. Só que não aconteceu nem uma coisa, nem a outra. Liziero ainda foi importante na conquista do título paulista de 2021, com Hernán Crespo, e depois começou uma peregrinação de empréstimos: foi para o Inter, para o Coritiba e para a Suíça (Yverdon Sport). Com o fim do seu contrato, no ano passado, fez as malas rumo à Ilha da Madeira, terra natal de Cristiano Ronaldo, para defender o Nacional na liga portuguesa.

DIEGO COSTA
Zagueiro, 27 anos, PAOK (GRE)

Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF

Mais uma cria de Cotia, alternou bons e maus momentos no São Paulo, mas chegou a ser, durante curto espaço de tempo, o capitão da equipe. Dois anos atrás, foi negociado com o Krasnodar e, logo na primeira temporada por lá, ajudou o clube a conquistar o inédito título do Campeonato Russo. No último mês de setembro, depois de perder a titularidade na equipe com a qual ainda tem contrato até 2029, acabou emprestado para o PAOK. Na Grécia, voltou a ser um jogador importante e só não tem ido a campo quando as condições físicas não permitem.

HELINHO
Meia-atacante, 26 anos, Toluca (MEX)

Imagem: Rubens Chiri
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Uma das grandes apostas das categorias de base do São Paulo no final da década passada, não conseguiu se transformar em um jogador decisivo? pelo menos, não no Morumbi. Depois de uma passagem para o Red Bull Bragantino, Helinho se mudou para o México em 2024 e, a partir daí, realmente mostrou tudo do que era capaz. O brasileiro já tem dois títulos nacionais no currículo e, nesta temporada, foi eleito para a seleção da Copa dos Campeões da Concacaf, torneio que venceu com o Toluca. Se o Palmeiras vencer a final da Libertadores, será justamente a equipe de Helinho a sua primeira adversária na Copa Intercontinental, em dezembro.

VALDÍVIA
Meia-atacante, 32 anos, Jeonnam Dragons (CDS)

Imagem: Divulgação

Herdeiro do apelido de uma antiga estrela que jogava em um arquirrival do São Paulo (Palmeiras), o meia-atacante não chegou a fazer nem 20 partidas oficiais pelo time paulista. Valdívia foi contratado por empréstimo do Internacional em fevereiro de 2018 e devolvido quatro meses mais tarde. Sem passar sequer perto de repetir os bons momentos do seu início de carreira, ele foi encontrar refúgio na segunda divisão da Coreia do Sul. O brasileiro é camisa 10 e muitas vezes usa a faixa de capitão do Jeonnam Dragons, time que escapou por pouco do rebaixamento para a terceirona na K-League nesta temporada.

JOÃO MOREIRA
Lateral direito, 22 anos, Al-Nasr (EAU)

Imagem: Rubens Chiri e Paulo Pinto/Saopaulofc.net
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Começou a ser usado aos 17 anos, e essa precocidade em uma posição tão dependente de bons nomes no futebol brasileiro logo transformou João Moreira em uma aposta pesada para o futuro. O fato de ter convocações para seleções portuguesas de base (sim, ele possui dupla cidadania) ajudaram a turbinar seu nome. Só que, prejudicado por uma lesão no joelho que o deixou mais de 250 parados, o lateral direito não evoluiu como esperado. Depois de um empréstimo ao Porto (mas para jogar na equipe B e disputar a segunda divisão lusa, é preciso frisar), Moreira acabou liberado no meio do ano para ir ao Oriente Médio e defender o Al-Nasr de Dubai (favor não confundir com o time de Cristiano Ronaldo, que é da Arábia Saudita).

PAULINHO BÓIA
Atacante, 28 anos, Widzew Lodz (POL)

Imagem: Divulgação/São Paulo FC

Também formado na base, teve seu melhor momento como profissional do São Paulo em 2020, quando caiu nas graças do técnico Fernando Diniz. Só que essa fase não durou muito, e ele já foi emprestado ao Juventude no ano seguinte. Paulinho Bóia é um daqueles peregrinos da bola, que não passa muito tempo no mesmo canto. O atacante já jogou em três continentes (América do Sul, Europa e Ásia) e atualmente está no seu 12º clube. O começo no Widzew Lodz não tem sido dos mais agradáveis: ele participou de apenas seis minutos de uma única partida antes de sofrer uma lesão muscular e ser enviado para o departamento médico.

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