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A arrancada do Santos rumo à parte alta da tabela e a briga direta por uma vaga na Copa Libertadores convivem com um paradoxo incômodo para a comissão técnica de Cuca. Embora ostente um dos melhores aproveitamentos recentes da Série A, o Alvinegro Praiano amarga números alarmantes no setor defensivo: com 46 gols sofridos ao longo do Campeonato Brasileiro 2026, o Peixe figura entre as defesas mais vazadas de toda a competição.
O dado evidencia que o sucesso recente da equipe tem sido sustentado pela produtividade do quarteto ofensivo, enquanto a retaguarda segue como a principal fragilidade a ser corrigida na reta final.
No comparativo geral de gols sofridos na competição, o Santos aparece empatado com o Cruzeiro na 15ª colocação do ranking defensivo. Isso significa que apenas cinco equipes foram mais vazadas que o time santista no torneio:
A disparidade em relação aos líderes do campeonato é acentuada: o Palmeiras sofreu menos da metade dos tentos santistas (22 contra 46), enquanto o Flamengo levou apenas 25. Mesmo concorrentes diretos por vaga continental, como Athletico-PR (37), Fluminense (39) e Bahia (39), apresentam índices consideravelmente superiores de proteção à meta.
O cenário ganha contornos de maior desafio após a recente baixa de Lucas Veríssimo, que sofreu grave lesão muscular na coxa e pode não atuar mais na temporada. Com a comissão técnica respaldando o jovem Diógenes no gol e promovendo ajustes com volantes de contenção, Cuca terá de encontrar soluções imediatas para conter as investidas rivais nas rodadas derradeiras.
Para garantir a permanência no G-6 ou G-7 sem sustos na calculadora, estancar a sangria de gols sofridos tornou-se prioridade máxima no CT Rei Pelé, evitando que a instabilidade defensiva comprometa o brilho do ataque estrelado por Neymar, Coutinho e Gabigol.