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O Inter terá um novo presidente a partir de janeiro. Em dezembro, os associados escolherão quem comandará o clube na próxima temporada. José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo são os candidatos.
Os três participaram de sabatinas junto ao Grupo RBS para responder diversas questões envolvendo o Colorado. Além de base, futebol masculino, estrutura e investimentos, também falaram sobre o futebol feminino.
ZH destaca o que José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo disseram quando foram questionados sobre a modalidade. Confira abaixo.
"Futebol feminino é um ativo financeiro. O Internacional fecha os olhos para esse ativo. E o grande susto que todos os clubes brasileiros vão sofrer é em agosto de 2027, quando os empresários forem fazer investimento de publicidade nos clubes de futebol do Brasil, eles vão exigir que parte disso seja aplicado no feminino.
Por isso, e aí de novo, com o nosso estatuto, o estatuto do Internacional, que permite que o Conselho de Gestão crie duas vice-presidências, nós vamos criar a vice-presidência do futebol feminino, na mesma relação do masculino, com seus lançamentos, sua publicidade e seu marketing definido.
Jogar no Sesc, nesse momento, vamos dizer assim, é a alternativa que nós temos. Mas o futebol feminino precisa urgentemente de uma categoria de base definida num local, urgentemente para o futebol feminino profissional estar num local também.
E qual é a diferença? No feminino tu não pode fazer qualquer centro de treinamento. Tem toda uma logística diferente, toda uma relação diferente, tem toda uma questão de proteção que nós temos que fazer, porque a gente sabe que as atletas precisam muito mais de privacidade do que os atletas masculinos. Então, nós temos que ter o cuidado de fazer e dar uma estrutura de gerenciamento de pessoas".
"Sempre a gente escuta falarem que as gurias não têm estrutura adequada. Então, ao invés de contratar jogadoras, gastar com jogadoras, vamos investir em infraestrutura para elas, vamos formar jogadoras e aplicar para as gurias o que a gente quer aplicar para o futebol masculino, né?!
Aplicar uma questão de infraestrutura, formação, no sentido de que elas hoje não têm nem esse prazer de treinar em um lugar que seja identificado com o Inter.
No organograma do feminino, nós teremos uma diretoria executiva para cuidar só do feminino e uma vice-presidente conselheira para cuidar do futebol feminino, que hoje não tem. Hoje o futebol feminino fica embaixo do guarda-chuva do vice-presidente de futebol. E, convenhamos, não tem como o vice-presidente de futebol dar conta de tudo: feminino, masculino.
Então, nós teremos uma vice-presidente de futebol feminino. Nós temos no conselho de gestão uma pessoa que a gente pensa em convidar, mas ainda falta a gente conversar com a pessoa para ver se ela tem essa disponibilidade e a vontade".
"Já conversei com a Duda (Luizelli), mas nesse momento não há nenhum acordo. A gente tem no nosso conselho de gestão a Luciana, que vai tocar esse assunto do futebol feminino. Não que eu não vá participar, todo mundo vai participar, mas a gente tem a Luciana, que ela tem conversado, ela está discutindo esses pontos.
No momento certo, também, a gente vai tomar as decisões, porque a gente entende que o futebol feminino tem que fazer parte do projeto esportivo do clube. O futebol feminino é uma das modalidades que mais crescem no mundo hoje. Então, a gente tem que aproveitar esse crescimento. Nós temos uma grande oportunidade aqui no ano que vem, que é a Copa do Mundo Feminina.
Nós temos que aproveitar a visibilidade que isso vai nos trazer, com sete jogos no Beira-Rio, para atrair investidores e parceiros. Conseguir incentivar que mais meninas joguem futebol.
Eu tive esses dias no jogo aqui da Seleção Brasileira, foi muito legal. Tinha 30 mil pessoas, foi uma diversão, foi muito bacana, fazia tempo que eu não via a "ola" em estádio. Então, a gente tem que aproveitar isso, esse momento da Copa e aproveitar que isso deixe um legado, que isso deixe estrutura e condições de potencializar o nosso futebol feminino".