Voltar
O Flamengo derrotou o Atlético-MG ontem (26) por seus próprios méritos, reassumindo a liderança do Brasileirão. Conquistou os três pontos pela qualidade de seus jogadores, com uma pitada de sorte no pênalti cometido por Renan Lodi no último minuto dos acréscimos e o talento de Carrascal para convertê-lo. Venceu apesar das intervenções de Leonardo Jardim, sempre pronto para piorar a equipe.
Tudo dentro de campo, com a bola rolando e as regras do jogo valendo.
O que a diretoria rubro-negra está tentando na Libertadores é de outra ordem. Cavar uma vaga na final argumentando que Marcos Rojo, do Estudiantes, não deveria ter atuado na semi é como Flávio Bolsonaro argumentar que perdeu a eleição por causa dos 5 mil votos computados depois das 17h.
O time argentino recebeu uma autorização provisória do Tribunal Arbitral do Esporte para contar com o defensor de 36 anos, contratado depois do fechamento da janela de transferências. O Flamengo não se recusou a enfrentar o adversário. Mesmo contrariada, a Conmebol não impediu a escalação. Rojo não fez gol e certamente não foi pelos dois duelos vencidos por ele no Maracanã que o clube carioca acabou eliminado. Os comandados de Jardim não acertaram uma única bola no gol em 135 minutos, incluindo o segundo tempo inteiro do embate da volta em que tiveram um homem a mais em campo.
A título de exemplo, nem a não expulsão de Erick Pulgar na final contra o Palmeiras, em 2025, levou Leila Pereira a contestar o resultado. "Nós fomos muito incompetentes, vou ser muito clara. Eu não vou terceirizar a responsabilidade. 'Ah, o jogador deveria ter sido expulso'… Não, o Palmeiras tinha que ter chutado a gol. Como é que você vai fazer gol se você não chuta a gol?", questionou a mandatária.
O Flamengo tem sido incrivelmente competente no Brasileirão, mas foi incompetente contra o Estudiantes. Agora, para não assumir a responsabilidade pelos próprios erros (incluindo a contratação de Jardim), Luiz Eduardo Baptista, o Bap, tenta inserir o clube na final à força. Assim como Flávio que, ao perceber que os votos da extensão não justificariam a derrota por 4,4 milhões de votos, agora ameaça caçar a chapa Lula/Alckmin por abuso de poder político e econômico.
Quase sempre, é mais saudável reconhecer a derrota, investigar os equívocos e melhorar para a próxima oportunidade. Algo que homens como Flávio e Bap estão longe de aprender.