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A falta de objetividade tem acompanhado o Galo nos jogos recentes. Quando, como ontem, tem maior volume e de finalizações é estéril nas conclusões. Se nos últimos jogos, exceção com o flamídia – especialmente no primeiro tempo – fomos dominados, ontem aparentemente e pelos números pode sugerir ter sido um resultado injusto. Mas não foi! Ganhou quem quis ganhar, perdeu quem não demonstrou apetite para vencer. É a quarta derrota consecutiva, que pode encaminhar para um final de temporada frustrante.
Em que pese os desfalques, cinco por contusão e uma por suspensão, pelo que o time vinha apresentando até entrar nessa maré, era de se esperar outro resultado. Agora, como bom Atleticano, vamos nos agarrar em mística em busca de confiar e acreditar na virada no jogo de volta. Assim como fizemos em 2013 com New Old Boys e Olímpia (Libertadores), em 2014 frente ao Corinthians e flamídia (Copa do Brasil) e recentemente o Santos (Sul-americana). Jogo de dia, derrota por dois a zero, na volta – penalidades ou tempo normal – viradas históricas.
Quero acreditar que para o próximo sábado vamos ter melhores alternativas na escalação que ontem. Éverson, embora Gabriel Delfim tenha sido brilhante nos jogos que participou, mas é o titular e é cascudo. O jovem goleiro foi o herói na disputa de penalidades contra o time do peixe, mas o titular também se destacou noutras situações similares. Boca Junior, Bucaramanga e flamídia. Defendendo e marcando nessas decisões. As anteriores foram nas mãos do Victor e com os times brasileiros e placares idênticos, quatro a um, em cada deles na partida de volta.
E é essa a carta na manga para o próximo confronto. Tem sido terríveis os jogos recentes do Galo. Derrotas para Torque Montevidéu, por pouco perdendo a vaga para a final da Sula; para flamídia e csa/MG por ter optado as Copas em detrimento do BR. Agora, nesse jogo de ontem, valendo vaga para a final da Copa do Brasil. Além do Éverson, fizeram falta o Fred – destacadamente -, Tressoldi, o Borbas ou Reinier para comandar o ataque. Sem jogador de referência sequer ameaçamos ao bom goleiro gaúcho.
Vejam os números. Chutes durante o jogo do Grêmio três e duas vezes em direção ao gol, ambas entraram. No primeiro tempo um e um, foi o gol deles. Nossos. Total no jogo 19 e seis no gol, sendo que na etapa inicial nove e três. Escanteios durante o jogo. Quatro para os gaúchos e 14 nossos. Os demais dados da partida, igualmente, comprovam o óbvio. Falta de objetividade do nosso time em campo. Sem delongas, mas o treinador – com todo respeito ao Barba pelo que fez entre o final da Copa e esses quatro jogos – repete o que aconteceu no Galo com outros estrangeiros, notadamente argentinos. Vão bem, mas na hora do “vamos ver”, o time capitula. Que mostre ser diferente. Senão vai cair na vala que depositamos o Milito. Temos ainda o jogo de volta e a decisão da Sul-americana.
Sem querer alongar, mas algumas considerações merecem ser objeto de reflexão do blogueiro e dos amiGalos deste espaço. O Lyanco vem destoando e é o preferido do treinador. Ontem deixou nosso melhor zagueiro de fora, o Vitão, escalando esse atabalhoado jogador e junto dos regulares Victor Hugo e Leo Duarte, até prefiro o último ao lado do jovem recém revelado. Mas Tressoldi, seguramente, faria melhor zaga com Vitão. No gol que abriu a contagem a falha do Lyanco foi bizarra, completando com o corte em cima do Duarte.
Nas partidas com o Santos, foi ele – Lyanco – o responsável pelos quatro gols sofridos. Desanimador! Seu cunhado, o bom Maycon, não aguenta 90 minutos em nenhuma partida, obrigando uma previsível substituição em todos os jogos. Vamos aguardar o confronto de volta, nem vou me ocupar no meio de semana com o Botafogo lá no Rio, já que abdicaram de pontuar no Brasileiro. Quero títulos e vaga na Libertadores. Se virem! Dois a zero é a chave das viradas épicas da nossa história.
*fotos: Pedro Souza/Atlético