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O atacante Richarlison alega que teve uma propriedade tomada pelo candidato Flavio Bolsonaro e por seu amigo Willer Tomaz. O jogador apresenta documentos, dá detalhes, narra o ocorrido. Do outro lado, Bolsonaro e Tomaz negam.
Ao tomar essa atitude, Richarlison se coloca politicamente e acusa o rival do presidente Lula, candidato à reeleição, de um crime. É coisa séria. Mas a boleiragem até agora deixou Richarlison sozinho.
Não é que eles deixe de se posicionar. Quando Robinho e Daniel Alves foram acusados de estupro, muitos se manifestaram imediatamente. O comentarista Caio Ribeiro chegou a relativizar o caso envolvendo Robinho. Na época, apenas Casagrande, ainda na Globo, teve coragem de se colocar a favor da vítima. Neymar emprestou dinheiro para o amigão, hoje pastor, Daniel Alves. Diego, ex Santos e Flamengo, se deixava fotografar rindo bastante e jogando futevôlei ao lado de Robinho. Mas agora, quando a vítima é Richarlison e não as mulheres sexualmente agredidas por jogadores, a classe olha para o lado de lá.
Neymar já disse que vota em Flavio e é esperado que, antes de domingo, apareça em uma Live com seu candidato. Seria um tapa na cara do colega de seleção. Mas sabemos os valores de Neymar e de seu pai; eles são os mesmos dos Bolsonaro. Para que se preocupar com a suposta propriedade tungada do colega? Deixa isso para lá. Vamos fazer 22 aqui e rebolar.
O silêncio sempre tem um lado. Tem vezes em que isso é apenas covardia e pouco importa. Mas, dessa vez, quando a luta é contra milícias e milicianos, não é esse o caso. O abandono de Richarlison tem consequências.