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Tratar o Campeonato Brasileiro como "prêmio de consolação" distorce o tamanho do título e alimenta um debate sem sentido, avaliaram os comentaristas no Posse de Bola, do Canal UOL, ao discutir a temporada do Flamengo.
Com o Rubro-Negro em vantagem na reta final e com calendário mais livre após eliminações em mata-matas, os colunistas do UOL valorizaram o principal título nacional. Segundo Danilo Lavieri, ao golear o Vasco, o time de Leonardo Jardim se aproximou do título.
Para mim, só uma tragédia tiraria o título brasileiro do Flamengo. Eu estou 100% com o Arnaldo: chamar brasileiro de consolação? Pelo contrário, eu acho que qualquer um que for campeão brasileiro, o ano já está pago, assim como o ano da Libertadores. Quem ganhar brasileiro ou Libertadores, está pago. O Campeonato Brasileiro é gigantesco e a conquista precisa ser muito comemorada.
Danilo Lavieri
Para Lavieri, a campanha do Flamengo se beneficia de um cenário de "frente única", sem a necessidade de poupar jogadores por causa de Libertadores ou Copa do Brasil.
José Trajano também criticou a lógica de diminuir o peso do nacional e lembrou que a competição exige regularidade ao longo de um ano, com 20 equipes e impacto do calendário. Ele ponderou, porém, que o Flamengo oscilou durante a temporada e pregou cautela.
O Brasileiro dura um ano inteiro. Vinte equipes. As melhores equipes do país. Você vai superando obstáculos e tal, sendo prejudicado pelas datas Fifa. O fato de estar muito próximo do título, é bom tomar só um pouco de cuidado. Porque o Flamengo, esse Flamengo que tem tudo para ser campeão brasileiro, ele é pior do que o Flamengo de algum tempo atrás. Porque é inconstante.
José Trajano
Arnaldo Ribeiro foi na mesma linha ao dizer que a discussão é inflada quando dirigentes colocam a régua no "ganhar tudo" e sustentou que tratar o Brasileiro como insuficiente é sinal de soberba.
Ele citou o caso de Muricy Ramalho, demitido no São Paulo mesmo após três títulos seguidos no torneio.
Ser campeão brasileiro, quando você não se contenta em ser campeão brasileiro, é que a soberba chegou num nível absurdo. Quando você fala: 'Ah, não, Brasileiro não é suficiente', você está inebriado, está envenenado.
Arnaldo Ribeiro
Mauro Cezar Pereira reforçou que a crítica deve mirar o discurso de cartolas, e não virar "pauta" para relativizar um título nacional.
Para ele, o debate sobre "ano ruim" com taça na mão coloca a imprensa no mesmo barco de cartolas soberbos.
Se o Bap faz isso, critiquemos o Bap, por um discurso soberbo. Agora, quando a pauta dos programas passa a ser se ganhar o Brasileiro o ano foi ruim, como é que se discute isso? Ganhar o título nacional é muito importante. Eu prefiro direcionar a crítica a ele pelo discurso soberbo.
Mauro Cezar Pereira