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O Brasil encerrou a participação na final feminina do individual geral do Mundial de Ginástica Artística sem representantes entre as dez melhores colocadas. Nesta sexta-feira, 23, em Roterdã, na Holanda, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira sofreram quedas na trave e terminaram a decisão nas mesmas posições em que haviam encerrado a classificatória: Flávia ficou em 12º lugar, com 52,799 pontos, enquanto Lorrane somou 50,932 e terminou na 21ª colocação.
A disputa pelo título foi vencida pela americana Skye Blakely, que acumulou 55,733 pontos nos quatro aparelhos. A russa Liudmila Roshchina ficou com a medalha de prata, com 55,199, e a chinesa Ke Qinqin completou o pódio, com 55,032. A argelina Kaylia Nemour, primeira colocada na classificatória e considerada uma das favoritas, terminou em quarto lugar, com 54,998 pontos, após cometer um erro no salto.
Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira já estão em ação na final individual geral no Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026, em Rotterdam! 🇧🇷🤸♀️
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— Time Brasil (@timebrasil) October 23, 2026
Flávia chegou à decisão com a terceira melhor nota da classificatória na trave, seu principal aparelho, e tinha condições de brigar por uma posição mais alta. Durante a final, porém, sofreu uma queda em uma sequência acrobática. Mesmo com o erro, conseguiu 13,233 pontos no aparelho e seguiu na disputa, mas perdeu terreno na classificação geral.
A brasileira ainda apresentou boas séries no solo, em que recebeu 13,200 pontos, e no salto, com 13,066. Nas barras assimétricas, marcou 13,300. O desempenho total não foi suficiente para aproximá-la do grupo que disputou as medalhas, e a ginasta encerrou sua sexta final de individual geral em Mundiais na 12ª posição.
Lorrane Oliveira também teve uma jornada difícil na trave. A ginasta chegou à última rotação ainda com possibilidade de avançar algumas posições, mas a queda comprometeu sua pontuação no aparelho: recebeu 11,066 pontos. Antes disso, havia marcado 13,100 no solo, 13,066 no salto e 13,700 nas barras assimétricas, sua melhor nota na competição.
A presença das duas brasileiras na decisão também teve significado para a trajetória de Lorrane, que voltou a disputar uma final mundial do individual geral após 11 anos. Ela terminou a classificatória em 22º lugar, mas avançou à decisão porque cada país pode ter, no máximo, duas representantes na final, o que abriu espaço após a aplicação do limite por nação.
No topo da classificação, Blakely aproveitou a regularidade ao longo dos quatro aparelhos para conquistar o título. A americana, de 21 anos, havia perdido a oportunidade de disputar os Jogos Olímpicos de Paris 2024 após romper o tendão de Aquiles durante um treino às vésperas da seletiva americana. A conquista em Roterdã marca um retorno de destaque ao cenário internacional e recoloca os Estados Unidos no topo do individual geral feminino em um Mundial pela primeira vez desde Simone Biles, em 2023.