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Lula, FHC e Jânio compartilham a identificação com o Corinthians, enquanto Bolsonaro é palmeirense e Temer, são-paulino
Categorias: Grandes clubes de São Paulo
Por: Agência Futebol Interior, 27/10/2026
Campinas, SP, 27 (AFI) – A disputa política termina nas urnas, mas a preferência futebolística costuma acompanhar seus personagens por toda a vida. Com a reeleição de Lula, o Corinthians continua representado entre as paixões declaradas do presidente da República. O clube, porém, já teve outros ocupantes do Planalto em sua torcida — inclusive adversários políticos do petista.
A história também passa por um ex-goleiro do Alecrim, um antigo dirigente do CSA e torcedores dos dois lados do Gre-Nal.
Não existe registro seguro de preferência para todos os presidentes brasileiros. Entre os casos documentados, há torcidas assumidas, vínculos esportivos e simpatias por mais de uma equipe.
Lula é um dos presidentes que mais levam o futebol para suas manifestações públicas. Sua identificação com o Corinthians aparece em encontros com jogadores, entrevistas e comentários sobre o desempenho do time.
Fernando Henrique Cardoso e Jânio Quadros também declararam preferência pelo clube. A coincidência atravessa diferenças partidárias e trajetórias políticas.
No caso de FHC, há ainda simpatia pelo Fluminense. A presença de um segundo clube aparece em outros personagens da lista, especialmente entre políticos que viveram em estados diferentes.
Jair Bolsonaro se declara palmeirense e participou da comemoração do título brasileiro de 2018 no gramado do Allianz Parque.
Michel Temer identifica-se com o São Paulo. Dilma Rousseff, mineira e com trajetória política construída no Rio Grande do Sul, é ligada ao Atlético-MG e também ao Internacional.
As preferências mostram por que uma camisa em uma fotografia, isoladamente, não basta para definir o time de alguém: autoridades recebem uniformes e homenagens de diferentes clubes.
Café Filho teve ligação direta com o Alecrim, do Rio Grande do Norte: participou da fundação e atuou como goleiro.
Fernando Collor também ocupou uma função no futebol antes de chegar à Presidência da República. Torcedor do CSA, comandou o clube alagoano nos anos 1970.
São vínculos diferentes da presença ocasional em um estádio. Um esteve em campo; o outro participou da administração de sua equipe.
Juscelino Kubitschek tinha ligação com o Cruzeiro. Uma flâmula assinada por ele integra as referências históricas dessa relação.
No Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas era identificado com o Grêmio, enquanto João Goulart era colorado e chegou a jogar nas categorias juvenis do Internacional. José Sarney reúne vínculos com Sampaio Corrêa e Flamengo.
Tancredo Neves, eleito presidente, mas que morreu sem tomar posse, declarava-se americano, do América-MG. Itamar Franco era ligado ao Sport Club Juiz de Fora.
A identificação de um presidente não transforma uma instituição esportiva em apoiadora de seu governo. Também não permite atribuir à torcida inteira a mesma escolha eleitoral.
O futebol aproxima personagens que podem estar em lados opostos da política. Na arquibancada, a coincidência de camisa costuma ser maior do que a de voto.