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(Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, publicou uma nota nas redes sociais nesta quarta-feira (4) para esclarecer declarações sobre casas de apostas feitas durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal. O dirigente defendeu a criação de um período de transição para o encerramento da publicidade do setor no esporte nacional.
O representante do clube carioca ressaltou que a manifestação na Corte ocorreu em conjunto com outras 14 agremiações da Série B. O dirigente admitiu os efeitos negativos do endividamento familiar, mas alertou para o risco de desemprego entre trabalhadores do setor esportivo caso haja corte imediato dos patrocínios.
“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, especialmente das agremiações menores com base nessa perda de receita”, afirmou.
Ao abordar as medidas governamentais, Montenegro questionou os prazos curtos estabelecidos para a adaptação do mercado. O gestor comparou as diretrizes brasileiras com modelos adotados em outros países para embasar seu posicionamento.
“A minha crítica sobre o tema foi à forma como a Medida Provisória foi feita: encerrar uma atividade regulada, sem período de transição, gera consequências graves econômicas e sociais que poderiam ser evitadas”, escreveu.
Ainda em sua manifestação oficial, o mandatário tricolor detalhou a intenção de sua fala no tribunal. O dirigente reiterou a necessidade de planejamento gradual para proteger postos de trabalho em equipes de menor porte financeiro.
“Com um período de transição justo, com prazo de adaptação, seria possível evitar ou reduzir muito esses impactos. E foi isso o que defendi ontem”, exclamou o dirigente em outro trecho.
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