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Os destaques da Taça das Favelas de 2026 vão ganhar oportunidades em Ceará e Fortaleza. Os representantes cearenses na Série B do Brasileiro enviaram captadores para a final da competição, realizada no último sábado (31), na Areninha da AEC, no Passaré, em Fortaleza, e selecionaram jovens talentos da competição Sub-17 para um período de treinamentos nas respectivas equipes.
O Diário do Nordeste apurou que foram selecionados oito jovens entre os finalistas do torneio. Presentes na decisão, a Associação Escolinha Espaço Jovem Club (ASSEJOC), que representa o município de Crateús, e o Bangu, que defende o bairro do Jardim União, tiveram quatro atletas cada.
Na finalíssima, o Bangu se sagrou bicampeão ao vencer por 3 a 1. O evento teve duração de seis meses e 89 participantes de diferentes regiões do Estado, incluindo projetos da Capital e do Interior.
Com foco em promover a inclusão social e a integração comunitária, a Taça das Favelas surgiu em 2012, no Rio de Janeiro, sob organização da Central Única das Favelas (CUFA). No Ceará, as edições foram iniciadas em 2019, atingindo a 6ª edição e ampliando a maior visibilidade da periferia.
Em busca de revelar novos atletas, o Ceará enviou o captador André de Cesares à final da Taça das Favelas e escolheu quatro jovens para um período de testes. O quarteto não tem data para a apresentação, mas serão avaliados na Cidade Vozão, em Itaitinga, nos quesitos técnicos e físicos.
A lista contempla o volante Pablo e o atacante Stênio Daniel, ambos da ASSEJOC, e o meia Yago e o atacante Levy “Pulga”, dupla do Bangu. O apelido é uma referência justamente ao Erick Pulga, que fez muito sucesso pelo Vovô e atualmente defende o Bahia, devido ao estilo de jogo mais similar.
O Fortaleza também esteve presente in loco no palco da partida e escolheu outros quatro, sendo dois de cada time. A política das categorias de base, no entanto, impede a divulgação desses nomes.