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Rumo à terceira Olimpíada da carreira, Fernando Cachopa acredita que a Seleção Brasileira pode voltar ao pódio do vôlei masculino depois de duas edições fora. O agora levantador titular aplica as experiências olímpicas passadas para conquistar a tão sonhada medalha em Los Angeles 2028.
Presente em Tóquio 2020 e Paris 2024, Cachopa viu a França se sagrar bicampeã olímpica seguindo um roteiro parecido. Em ambas as ocasiões, a seleção francesa oscilou na fase de grupos e se firmou ao longo do mata-mata, sendo uma surpresa bem-sucedida. Para o levantador, o Brasil tem capacidade de repetir esse feito, enfrentando uma possível desconfiança inicial com resultados ruins para trilhar o caminho do pódio olímpico.
— O time que venceu, a França, cara, ok, é um excelente time. Mas, nas duas competições, sempre no começo remando um pouco, talvez não tão favorita, e, do nada, as coisas acontecem e eles vão crescendo dentro do campeonato. Então, Olimpíada é uma coisa diferente, é estranho. Você aponta um favorito, às vezes o favorito nem chega. E, talvez, tenham times que possam surpreender. Eu quero acreditar. Eu acredito realmente que a gente pode ser um desses times — afirmou, em entrevista exclusiva ao Lance!.
Surpreendendo as expectativas ou não, Cachopa quer ter uma medalha para chamar de sua quando encerrar o ciclo com a Amarelinha. A aposentadoria está longe de cogitação para o levantador, que, com apenas 30 anos, quer entregar ainda mais dentro de quadra para realizar seu grande objetivo profissional.
— Eu não queria finalizar o meu período na Seleção Brasileira sem ter uma medalha olímpica. Pode ser qualquer cor. Mas assim, uma medalha olímpica eu gostaria de ter na minha casa — reforçou.
A missão até Los Angeles 2028 será longa. Depois de campanhas ruins na Liga das Nações de vôlei de 2026 e no Campeonato Mundial do ano passado, o Brasil conseguiu a vaga olímpica antecipada e terá dois anos para voltar a fazer frente aos principais adversários no cenário internacional.
Cachopa reconhece que o nível atual da Seleção está abaixo do que é apresentado por outras equipes, mas indica uma margem para evolução nas competições futuras.
— Hoje eu acho que os times entram sabendo que podem fazer um jogo equilibrado muitas vezes. Acho que alguns times entram já talvez sabendo que estão um nível acima, e eu hoje também tenho que ser humilde e falar que alguns times estão numa prateleira acima, sim. Mas assim, eu acho que é possível ter uma evolução para a gente conseguir brigar com esses times também — analisou.
O vôlei de seleções será retomado em 2027. Na próxima temporada, a Seleção Brasileira terá dois compromissos: Liga das Nações, em junho, e Copa do Mundo — antigo Campeonato Mundial —, em setembro.