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O futebol brasileiro está cada vez mais estrangeiro. O número de jogadores em atividade na Série A nascidos no exterior, especialmente nos países sul-americanos, cresce a cada nova janela de transferências.
Mas é óbvio que Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e cia. ainda não são capazes de tirar titulares do Real Madrid, Manchester City, Barcelona e Bayern de Munique da vida. Por isso, é preciso buscar alternativas que estejam mais adequadas às suas realidades financeiras.
O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo sete opções de jogadores sul-americanos em baixa na Europa e que poderiam dar as caras no futebol brasileiro já no começo do próximo ano.
GIOVANI LO CELSO
Meia, 30 anos
Argentino, Betis (ESP)
Ausente no tricampeonato mundial conquistado pela Argentina em 2022 por conta de uma lesão e integrante do elenco derrotado pela Espanha na final da Copa-2026, o meio-campista pode estar prestes a seguir o passo de vários dos seus companheiros de geração e deixar a Europa para retornar ao futebol sul-americano. Lo Celso ainda tem mais um ano e meio de contrato com o Betis. Mas, devido às suas condições atuais, é bem possível que não cumpra esse vínculo até o fim. Apesar de muito talentoso, o meia vive enfrentando problemas físicos que dificultam sua consolidação na equipe espanhola. Na atual temporada, que inclui até participação em Liga dos Campeões, tem sido reserva do capitão e craque do time, Isco, ex-Real Madrid.
ALEJANDRO GARNACHO
Meia-atacante, 22 anos
Argentino, Aston Villa (ING)
É possível para um clube brasileiro contratar um jogador que, apenas um ano e meio atrás, protagonizou uma transferência de quase 50 milhões de euros (R$ 304 milhões)? Se esse jogador for Garnacho, talvez exista uma chance. Nascido na Espanha e integrado ao Manchester United ainda nas categorias de base, o meia-atacante tem um currículo bem mais glorioso do que o futebol que mostrou até hoje. Além dos "Red Devils", o meia-atacante também passou pelo Chelsea (o responsável por pagar a fortuna mostrada acima para tê-lo no elenco) e está emprestado desde o começo da temporada ao Aston Villa, onde não passa de um reserva pouco utilizado. Nos primeiros 14 jogos do seu time em 2026/27, Garnacho acumulou só 92 minutos em campo, não fez gol e nem deu assistência.
JEFFERSON LERMA
Volante, 32 anos
Colombiano, Crystal Palace (ING)
Com mais de 70 jogos pela seleção colombiana no currículo e titular na última Copa do Mundo, o volante já esteve na mira de Palmeiras e Vasco, mas optou por renovar por mais uma temporada com o Crystal Palace. A questão é que Lerma tem sido pouco utilizado desde que firmou esse novo contrato (fez só uma partida como titular em 2026/27, e ainda improvisado na zaga). Como ficará sem vínculo com os ingleses em julho, é bem viável negociar uma saída antecipada e se mudar para um novo clube em janeiro. Maduro e ainda com bastante vigor físico, o colombiano tem totais condições de ser peça-chave no meio-campo de qualquer equipe brasileira.
JULIO SOLER
Lateral esquerdo, 21 anos
Argentino, Bournemouth (ING)
Convocado pela primeira vez para seleção principal da Argentina quando tinha 19 anos, o lateral esquerdo chegou a negociar com Liverpool e Manchester United quando ainda estava no Lanús. Só que a carreira de Soler não tem se desenvolvido na velocidade que era esperada desde que ele se mandou para a Europa. Apesar de já estar há um ano e meio no Bournemouth, ele ainda vive aquela fase de raramente ser acionado nos jogos da Premier League e só ter chances reais nas copas nacionais, quando sua equipe costuma usar escalações alternativas e cheias de reservas. Um empréstimo para o futebol brasileiro poderia acelerar o processo de evolução da sua carreira e talvez até lhe conceder cadeira cativa na reconstrução da sua seleção albiceleste pós-Messi.
OMAR ALDERETE
Zagueiro, 29 anos
Paraguaio, Sunderland (ING)
Jogar no Brasil é quase que uma obrigação para os principais zagueiros paraguaios. Gustavo Gómez, Junior Alonso e Fabián Balbuena viveram (ou vivem) alguns dos melhores momentos da sua carreira atuando no futebol pentacampeão mundial. Só que Alderete é um ponto fora da curva? pelo menos, por enquanto. O defensor foi para a Europa em 2019, oriundo de um time argentino (Gimnasia La Plata) e não voltou mais. Agora, talvez seja o momento oportuno para esse retorno. Depois de passar por Suíça, Alemanha e Espanha, Alderete está hoje no campeonato nacional mais badalado do planeta. Porém, joga pouco no Sunderland e foi a campo em apenas três das oito primeiras rodadas da Premier League.
CLAUDIO ECHEVERRI
Meia-atacante, 20 anos
Argentino, Benfica (POR)
Conhecido como "El Diablito" (Diabinho, em português), arrebentou nas seleções de base da Argentina e foi vendido a peso de ouro pelo River Plate ao Grupo City como uma espécie de candidato a sucessor de Lionel Messi com a camisa 10 dos tricampeões mundiais. Só que Echeverri disputou apenas três partidas em seu primeiro semestre em Manchester até entrar na rotina de empréstimos para ganhar experiência na qual ainda vive hoje. Na temporada passada, ficou um semestre no Bayer Leverkusen e outro no Girona. Como não deu certo em nenhum deles, acabou cedido a um terceiro clube. O problema é que o início no Benfica não tem sido dos mais promissores: fez só cinco jogos e não balançou as redes até o momento. Será que Echeverri terá de passar por uma nova correção de rota e ser reemprestado a outra equipe no próximo Mercado da Bola?
NICOLÁS DOMÍNGUEZ
Meia, 28 anos
Argentino, Nottingham Forest (ING)
O hoje meia do Forest até chegou a ser um nome do radar de Lionel Scaloni para a campanha de título mundial no Qatar-2022, mas perdeu espaço na seleção e não é convocado há cinco anos. Contribui para esse "esquecimento" o fato de ele não viver o melhor momento da sua carreira. Domínguez enfrentou uma grave lesão em 2025, ficou quatro meses parado e nunca mais foi o mesmo. Nesta temporada, tem passado bem mais tempo no banco de reservas do que defendendo sua equipe na Premier League. O argentino é um segundo homem de meio-campo, com características mais defensivas do que ofensivas. Ou seja, é mais fácil escalá-lo como volante do que como "camisa 10".