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O mundo do futebol foi pego de surpresa na manhã desta quinta-feira (5), quando Cristiano Ronaldo anunciou que não irá mais jogar por Portugal. O craque anunciou a saída da seleção em publicação nas redes sociais, e o vídeo leva o título "Portugal estará sempre em mim". Aos 41 anos, o camisa 7 diz ter sido uma decisão tomada mais com o coração do que com a cabeça.
O anúncio chega um dia antes de Jorge Jesus divulgar a convocação para os jogos contra Dinamarca, em Braga, e País de Gales, em Cardiff.
A coincidência de datas ajuda a entender o momento, já que a relação entre o atacante e o treinador vinha desgastada. A crise começou em setembro. Cristiano deixou a concentração na véspera do duelo com a Dinamarca, depois de ser titular contra o País de Gales e sair no intervalo.
Na época, o jornal "O Jogo" chegou a cravar que a decisão de abandonar a seleção era irreversível. Depois, o atacante admitiu que não deveria ter saído do grupo e pediu desculpas, enquanto Jorge Jesus dizia que as portas continuavam abertas. A conversa, porém, não evitou o desfecho desta quinta.
A história começou em agosto de 2003, em amistoso contra o Cazaquistão. Menos de um ano depois, Cristiano já estava numa final de Eurocopa, em casa, e perdeu para a Grécia. Foi a primeira grande dor com a camisa portuguesa. Na estreia em Copas, em 2006, Portugal terminou em quarto lugar.
O tropeço virou glória em 2016, quando veio o título da Eurocopa, o principal da carreira dele pela seleção. Depois vieram as duas Ligas das Nações, em 2019 e 2025. Pelo caminho, foram seis Copas do Mundo e cinco Eurocopas, com 11 gols em Mundiais.
Foram 234 jogos e 146 gols, o que o mantém como maior artilheiro e jogador com mais partidas na história da seleção. O último capítulo em Copas foi duro: derrota por 1 a 0 para a Espanha, pelas oitavas de final de 2026, na despedida dele dos Mundiais.
Resta agora o clube. Cristiano segue no Al-Nassr de olho nos mil gols. Ele soma 979 gols em jogos oficiais, e a meta agora depende só do time saudita.