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Resumo
Cafu elogiou a trajetória vitoriosa e histórica de Neymar pela seleção brasileira após o atacante indicar sua despedida do time. Apesar da precoce eliminação nas oitavas da Copa do Mundo, o ex-lateral destacou o legado e os números expressivos do craque. Cafu também demonstrou confiança no processo de reformulação liderado pelo técnico Carlo Ancelotti, afirmando que o tempo de trabalho com novos jovens talentos dará ao Brasil grandes chances de conquistar o Mundial de 2030.
O ex-capitão da seleção brasileira Cafu afirmou que a trajetória de Neymar na equipe deve ser lembrada como bem-sucedida e honrosa após o atacante ter indicado o fim de sua carreira na seleção depois da eliminação na Copa do Mundo deste ano.
Neymar, o maior artilheiro da história da seleção em jogos oficiais, disse no fim de julho que acreditava que seu momento na equipe havia passado, reiterando o que afirmou logo após a derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.
"O fim do ciclo na seleção é para todo mundo. O mais importante é que o ciclo dele é um ciclo vitorioso", disse Cafu à Reuters na terça-feira.
"Ele fez marca, ele deixou história na seleção brasileira, deixou história no futebol mundial. Na seleção brasileira, os números dele são incríveis. Então, a passagem dele pela seleção brasileira foi uma passagem muito honrosa", afirmou o ex-lateral-direito, recordista de partidas com a camisa do Brasil.
A derrota para a Noruega marcou a eliminação mais precoce do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990.
Neymar, que disputou quatro Copas do Mundo, marcou 80 gols e deu 58 assistências em 130 partidas pela seleção brasileira, mas conquistou apenas um título pela equipe principal, a Copa das Confederações de 2013.
Cafu, campeão mundial em 1994 e 2002, disse que o foco agora precisa estar voltado para a nova geração sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, que iniciou um processo de reconstrução mirando a Copa do Mundo de 2030.
"Acredito e tenho plena convicção que 2030 vai ser completamente diferente. O Brasil com chances e grandes possibilidades de ganhar essa Copa do Mundo. Um novo ciclo, um novo trabalho", disse o capitão do penta, que foi comandado por Ancelotti no Milan.
"O Ancelotti vai ter tempo agora de trabalhar, de implantar o seu esquema tático", acrescentou.
Ancelotti, que assumiu a seleção em 2025 e foi mantido no cargo para o ciclo até 2030 após a eliminação na Copa do Mundo, vem utilizando amistosos recentes para testar uma série de novos jogadores.
Quase dois terços do elenco da Copa ficaram fora da primeira convocação da equipe após o torneio, na qual oito atletas fizeram suas estreias. Na semana passada, o italiano chamou mais cinco jogadores que ainda não haviam atuado pela seleção principal para amistosos contra Japão e Cingapura este mês.
"É sempre muito válido a reformulação", disse Cafu.
"Dificilmente a seleção brasileira repete a cada quatro anos a mesma seleção. Isso é muito bom, isso é válido. A gente espera que, com esses jogadores jovens junto com os jogadores experientes, o Brasil possa chegar no entrosamento justo."