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Gabigol perde pênalti e Santos cede a oitava posição ao Bragantino
Estádio da Vila Belmiro, casa do Santos
Vila Belmiro (Estadio Urbano Caldeira), casa do Santos. Foto de arquivo, 2015. Foto: Nelson R. de Lima Filho (CC BY-SA 4.0).

O Santos perdeu por 2 a 1 para o Red Bull Bragantino na segunda-feira (2), na abertura da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu do oitavo lugar. O atacante Gabigol terminou o jogo cobrando pênaltis não marcados e colocou a arbitragem no centro da derrota. Com 47 pontos, o time tem a mesma pontuação do adversário que o ultrapassou, mas aparece atrás no primeiro critério de desempate, segundo o ge.

O lance mais contestado foi o choque de Ryan Augusto em Rony dentro da área. A árbitra Edina Alves mandou o jogo seguir, o árbitro de vídeo revisou a jogada e não recomendou a consulta ao monitor, o que manteve a decisão de campo. A penalidade não foi assinalada.

O comentarista de arbitragem PC Oliveira, do Grupo Globo, afirmou na transmissão que Edina Alves errou ao não assinalar a penalidade. A avaliação de um profissional do mesmo grupo que detém os direitos do campeonato dá à reclamação santista um aval externo ao clube. Não é a voz do Santos, mas reforça a tese de que o lance decisivo ficou sem revisão.

O caminho que o VAR não percorreu

Pelo protocolo do árbitro de vídeo, a intervenção só acontece diante de erro claro e evidente. O sistema pode entrar em quatro situações previstas, gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação, e a palavra final continua com quem apita em campo. O VAR não é uma segunda arbitragem. Ele foi desenhado para corrigir erro manifesto, não para substituir a leitura de quem está no gramado.

Quando o time de vídeo considera o lance interpretativo, não chama a arbitragem para rever a imagem. Foi o que ocorreu no choque entre Ryan Augusto e Rony, e a decisão de campo ficou mantida sem que Edina Alves voltasse ao monitor. A não convocação deixa a decisão nas mãos da árbitra e tira do VAR a tarefa de corrigir o lance.

Para o Santos, o efeito é o mesmo. A penalidade não saiu, o jogo seguiu e o placar não mudou. O episódio vira mais um capítulo do debate sobre o critério do VAR no Brasileirão, que reacende a discussão sobre o que é erro claro e evidente. A pergunta volta ao centro da rodada.

Gabigol responde à pergunta sobre o time

Na saída de campo, Gabigol foi questionado sobre a queda de rendimento do Santos e respondeu com a arbitragem. “Você não pode fazer essa pergunta. Perdemos um só jogo, estávamos vindo bem. Vocês só querem recortar da maneira que vocês querem. Foi pênalti ou não foi pênalti? Foi pênalti contra o Palmeiras e foi pênalti aqui de novo. Foi ou não foi?”

O clássico contra o Palmeiras, na rodada anterior, rendeu ao Santos outra reclamação de pênalti não marcado. A repetição do episódio em duas rodadas seguidas deu ao atacante o argumento para desviar da pergunta sobre desempenho. A resposta deslocou a cobrança sobre o time para o lance polêmico.

O Santos não vence há três jogos. A pontuação, porém, segue igual à do adversário que o ultrapassou. O time tem 47 pontos, os mesmos do Bragantino. A derrota custou ao Santos a chance de se afastar do adversário direto na tabela e deixou a disputa pelo oitavo lugar dependente do critério de desempate.

A conta que sobra para as quatro rodadas finais

O Bragantino aparece à frente do Santos porque soma 13 vitórias contra 12, primeiro critério de desempate da competição. A diferença na tabela é de um posto e se explica pelo critério, não por pontos. Para recuperar a posição, o Santos precisa somar mais pontos que o Bragantino nas quatro rodadas ou igualar a pontuação e passar no número de vitórias. Uma vitória a mais pode mudar a ordem.

Faltam quatro rodadas para o fim do Brasileirão, que tem 38. Com 47 pontos, o Santos ainda pode chegar a 59. O time volta a campo em 18 de novembro, contra o Coritiba, às 19h30 de Brasília, no Couto Pereira.

São mais de duas semanas sem jogo até a próxima partida, e o intervalo tira do time a chance de responder em campo logo depois da polêmica. A discussão sobre o pênalti não será respondida em campo antes de 18 de novembro. O Santos terá de conviver com a cobrança externa e com a conta da tabela durante o intervalo.

Se a disputa entre Santos e Bragantino terminar decidida pelo número de vitórias, o lance de segunda-feira entra na aritmética final. O time de Gabigol não depende só de si para recuperar a oitava posição. Precisa vencer e acompanhar os resultados do concorrente direto nas quatro rodadas restantes.

A conta que o time de Gabigol precisa fechar é no campo, em quatro jogos, sem revisão possível. O pênalti não marcado em 2 de novembro fica fora do alcance do VAR. O que resta ao Santos é vencer e tirar a decisão das mãos do critério de desempate.

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