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Como o dito e redito, o Estudiantes não deu a menor pelota para o Maracanã lotado e foi para cima do Flamengo logo de cara, além de abrir a caixa de ferramentas sob o olhar complacente do assoprador de apito uruguaio, o que também não é novidade.
O Flamengo mordia, até abria mão da superioridade técnica pela briga como se à procura de um prato de comida.
Aos 15 minutos, porém, Rossi fez milagre para evitar a vantagem argentina.
Aos 16, outra vez o goleiro salvou, ao desviar na trave nova chance dos pés de Rossi.
Sim, o Estudiantes jogava melhor.
O jogo chegava aos 20 minutos e o Flamengo aos 110 sem acertar uma bola no gol do adversário guarnecido por Muslera, 40 e fama de frangueiro.
Enfim, aos 23, o Flamengo fez boa jogada, Pedro deu de calcanhar para Emerson Royal, mas o lateral carimbou o zagueiro rival.
O Rubro-Negro seguia sem acertar o gol.
Aos 32, Pedro ganhou na marra uma bola pela direita e bateu cruzado para fora, com Carrascal atrasado meio segundo sem conseguir tocar na redonda.
Sim, entre as traves, nada!
O jogo era disputado e fraco, decepcionante do lado flamenguista mais uma vez. Seria noite da ferradura depois da tarde no cravo na Bahia?
E o primeiro tempo terminou assim, com o mesmo 0 a 0 e sem nenhum jogo que exigisse defesa de Muslera.
Encenação pra lá, encenação pra cá, restava o segundo.
Nenhuma troca para os 45 minutos finais e, aos 49, Baltazar Rodriguez fez falta burra e recebeu o segundo amarelo.
Na cobrança da falta, Paquetá fez Muslera trabalhar pela primeira vez. Ufa!
Daí então é que o visitantes indigestos passaram a bater sem cerimônia.
Em bom português, víamos uma pelada de dar dó. Em espanhol, picadito.
Aos 63, sinal de desespero, de cabelo oxigenado, proteção no punho, Arrascaeta no lugar de Carrascal.
O Estudiantes abdicou de atacar, mas se defendia sem correr riscos.
O Flamengo simplesmente não sabia como aproveitar o jogador a mais, não virava as jogadas, não tinha paciência para envolver o rival e, aos 70, Muslera seguia com uma única defesa normal, contra duas excelentes de Rossi.
A exemplo do Palmeiras ontem, o Flamengo frustrava quem esperava boa atuação dele.
O lento Leonardo Jardim, aos 74, mandou Bruno Henrique aquecer. Plata e Ayrton Lucas também.
O Flamengo começou a jogar à inglesa de antigamente, alçando bolas na área, nas mãos de Muslera.
Aos 81, finalmente, Pulgar, Samuel Lino e Alex Sandro deixaram o gramado.
E 40 segundos depois, de cabeça, Plata só não fez o gol porque Muslera fez grande defesa depois de linda cavada de Paquetá.
Aos 87, Freitas, 19 anos, no lugar de Pedro. Que é batedor de pênalti.
Já o Cacique Medina pôs Sosa, 41, para batê-lo, diante de 72 mil torcedores.
A participação de Ayrton Lucas era desastrosa.
Cinco minutos de acréscimos e alarme de penais.
Que papelão, Mengão.
Imagine o que tinha de palmeirense, vascaíno, botafoguense e tricolor secando.
Terá a direção do Flamengo proibido o futebol e desprotegido o penta?
Rossi é pegador de pênaltis e Muslera não.
Arrascaeta bateu o primeiro pênalti e fez 1 a 0.
Sosa empatou.
Jorginho deu o pulinho e perdeu seu primeiro pênalti na 13ª cobrança dele com a camisa do Flamengo.
Cetre escorregou e fez o gol, mas bateu os dois pés na bola. Bateu de novo. Nas alturas!
Paquetá deu a paradinha e Muslera pegou de novo. Não é pegador?
Mancuso fez 2 a 1.
Léo Pereira empatou, com um penal a mais.
Palacios fez 3 a 2.
Bruno Henrique chutou e Muslera matou o sonho do penta do Flamengo acabou, não o do Estudiantes.
Muslera