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O Grande Prêmio de São Paulo significa muito mais que um novo compromisso em meio à temporada vencedora de Kimi Antonelli. O italiano de 20 anos, o mais jovem a se sagrar campeão da Fórmula 1, aproveita a passagem pelo Brasil para fortalecer os laços com o legado de Ayrton Senna, a quem já declarou idolatria em diversas oportunidades, e a relação com o público brasileiro.
Esta é a segunda vez que Antonelli vem ao país como titular da Mercedes. Assim como no ano passado, quando foi fotografado lendo um livro sobre a trajetória de Senna ao lado de seu túmulo, o piloto visitou o local onde o brasileiro tricampeão mundial foi enterrado nesta quarta-feira (4).
Antonelli, que utiliza o mesmo número 12 que marcou a carreira de Senna, faz questão de deixar clara a admiração não só por quem ele foi nas pistas, mas também fora delas. Ele destacou a representatividade do piloto, morto em 1994 em um acidente no GP de San Marino, para o Brasil.
— Sempre que puder, sempre tentarei carregar o legado de Senna, porque ele é muito importante como herói para mim. O legado dele é muito forte em todo o mundo, e estou muito feliz e privilegiado por poder usar o número 12. E, sabe, sempre me inspirarei nele porque ele foi um verdadeiro… Ele não foi apenas um grande piloto, mas também foi uma pessoa muito especial fora das pistas. E o que ele fez pelo Brasil, especialmente naquela época, foi muito especial — declarou Antonelli, em entrevista coletiva.
Enquanto continua a se inspirar em Senna e se prepara para a primeira corrida como campeão antecipado, Antonelli admitiu que já está lendo outra obra referente ao histórico piloto brasileiro.
— O livro é aquele, o da foto que você tirou no cemitério. Agora estou lendo outro, sempre sobre o Senna, porque o outro, o do ano passado, eu terminei — confessou.
Mesmo não tendo mais pretensões competitivas individuais, Antonelli conta que estava animado para a chegada do GP de São Paulo. Para o jovem campeão, a sensação de correr em Interlagos é a mesma de disputar uma prova na Itália. O apoio da torcida brasileira é o que faz o competidor da Mercedes vivenciar uma "home race" mesmo longe de seu país.
— O apoio dos brasileiros tem sido incrível. Com certeza, depois daquela foto, ainda mais, eu definitivamente percebi isso. Mas, desde que vim para cá, durante todo o ano, o apoio do Brasil sempre foi incrível. E é por isso que estou tão animado para vir aqui, porque parece uma corrida em casa, mesmo não sendo. Mas parece uma corrida em casa porque o apoio dos brasileiros é muito grande — completou.