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O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foi absolvido do quadro societário da 18k Ronaldinho em uma ação trabalhista movida no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. As informações são de Pedro Lopes, colunista do UOL Esporte.
A pirâmide financeira que funcionou de 2019 a 2020 captou milhões de reais de investidores brasileiros com a promessa de lucros mensais e tinha Ronaldinho como seu principal garoto-propaganda.
No processo movido na justiça trabalhista, por Rhafael Horácio Nunes de Oliveira, um dos sócios da empresa, ele alegava que trabalhou na 18k Ronaldinho como diretor de logística. Contudo, ele foi incluído como sócio sem ter poder na gestão do negócio.
A juíza Symeia Simiao analisou o caso e entendeu que o ex-jogador da Seleção Brasileira, Flamengo, Atlético Mineiro e Barcelona, não estava envolvido com o negócio fraudulento, mas teve sua imagem vinculada de forma errada.
No processo movido contra Ronaldinho, o alegado funcionário dizia que a empresa promoveu uma manobra ao lhe incluir como sócio do negócio. Ele indicou assim que o ex-jogador era um sócio oculto da empresa ao incluir ele no polo passivo.
Gaúcho então apresentou perante a justiça um contrato de cessão de imagem para a 18k Ronaldinho, o que na visão da juíza, exclui ele do processo como dono da empresa.
Antes disso, o Ministério Público do Trabalho já havia pedido a exclusão do ex-jogador do processo, por não ter indícios de sua participação além da imagem.
Ronaldinho chegou a faltar com seu advogado na audiência do dia 28 de setembro, mas a justiça entendeu por suficiente os argumentos apresentados por sua defesa. Vale lembrar que ex-atleta chegou a depor na CPI das Pirâmides Financeiras em 2023 na Câmara dos Deputados e negou qualquer envolvimento.
Por fim, a justiça condenou Marcelo Lara Marcelino ao pagamento de R$ 1,3 milhão por causa trabalhista, por entender que ele colocou Oliveira no quadro societário de fachada. Além disso, com as custas processuais o caso ultrapassa R$ 1,7 milhão de condenação ao ex-dono da pirâmide.