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Cesc Fàbregas, treinador do Como, pediu à equipa para acalmar o jogo depois do 4-0 frente ao Manchester United. Admite culpa no golo sofrido
O Como goleou (4-1) o Manchester United na terceira jornada da Champions, num resultado que agudizou a crise dos "red devils", agora numa série de sete jogos sem vencer. A equipa italiana, em estreia na prova, chegou a ter quatro golos de vantagem e o treinador Cesc Fàbregas admitiu que pediu à equipa para esfriar os ânimos, já a pensar no regresso à Série A.
"Fui eu que disse à equipa para abrandar o ritmo, porque vem aí outro jogo e, com o resultado em 4-0, podíamos controlar um pouco melhor a situação. Disse aos jogadores para 'pararem de correr' e ficarem no meio-campo, e isso é algo de que me arrependo, porque sou o primeiro a incentivá-los sempre a lutar até ao fim. Essa é sempre a minha mentalidade diária", afirmou após o apito final.
"O golo deles magoou-me porque baixámos a intensidade e o nosso bloco defensivo, mas a culpa foi inteiramente minha", apontou ainda o espanhol.
"Não é a primeira vez que começamos mal e sofremos um golo muito cedo", afirmou o internacional português à TNT Sports. O capitão do Manchester United foi direto na análise ao desempenho coletivo: "Não pressionámos muito quem tinha a bola, não nos movimentámos bem com ela e pouca coisa correu bem para nós."
Bruno Fernandes considera que voltar a sofrer um golo nos primeiros minutos condicionou a resposta da equipa e tornou mais difícil inverter o resultado. "Sofrer um golo cedo faz com que entremos no jogo com uma sensação de derrota. É difícil sair disso, tentar ser corajoso, ter a bola e fazer algo acontecer. Se não conseguirmos fazer isso, será muito difícil sair dessa situação", explicou. Bruno Fernandes colocou em evidência as opções defensivas da equipa técnica, questionando a decisão de não pressionar individualmente os jogadores do Como e de permitir que o adversário encontrasse espaço para construir jogadas. "É uma decisão da equipa técnica não marcar individualmente e, às vezes, deixar espaço nas costas e tentar recuperar a bola, esperar por eles. Mas, às vezes, quando damos espaço a estas equipas, elas ganham confiança", afirmou o médio português.
Michael Carrick não escondeu a revolta após a pesada derrota do Manchester United frente ao Como. Sob crescente pressão, o treinador inglês respondeu às críticas de Bruno Fernandes à abordagem tática da equipa, mas centrou o discurso na falta de intensidade e na atitude dos jogadores, que considerou muito aquém do exigível.
O capitão português defendeu a necessidade de maior coragem com bola e de uma pressão mais agressiva sobre o adversário. Carrick, por sua vez, lembrou que qualquer estratégia depende do compromisso coletivo e da capacidade dos jogadores para cumprir as tarefas defensivas. "Na segunda parte, pressionámos a meio gás homem a homem e acabámos por sofrer um golo por causa disso. Seja qual for a tática em que jogues, se não corres para trás não vais ganhar", atirou o antigo médio britânico, visivelmente insatisfeito com a exibição dos "red devils".